Publicado por Sandro Meira em 09/02/2010
Estudante de Campinas é aprovada em medicina por 4 universidades públicas
Bárbara escolheu cursar a Unicamp.
Ela também foi convocada pela USP, Unesp e Famema.
A estudante Bárbara Ferrarezi, de 18 anos, está radiante. O esforço que fez no ano passado, alternando os estudos e o trabalho na banca de doces da mãe, em Campinas, no interior de São Paulo, deu resultado.

“Estou muito feliz porque sempre quis ser médica”, diz Bárbara. “Vou estudar na Unicamp”. (Foto: Reprodução/EPTV)
Ela foi aprovada no curso de medicina por quatro instituições públicas: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Faculdade de Medicina de Marília (Famema).
“A sensação é de missão cumprida. Estou muito feliz porque sempre quis ser médica”, conta Bárbara, que já fez sua escolha: vai estudar na Unicamp. “É a melhor alternativa porque não preciso mudar de cidade, além de ser uma excelente universidade”, diz.
Bárbara estudou em colégio estadual durante o ensino fundamental. Quando chegou ao nível médio, os pais da jovem, João Francisco Ferrarezi e Beatriz Ferrarezi, matricularam a filha em um colégio particular. O pai de Bárbara é taxista e a mãe tem um comércio de doces. “Eu ficava algumas horas na loja ajudando, mas estudava todos os dias”, conta.
Além das instituições onde foi aprovada, ela também fez provas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), que ainda vão divulgar seus resultados. “Mesmo que passe em alguma dessas duas, não vou mudar minha escolha”.
Este foi o segundo ano consecutivo que Bárbara brigou por uma vaga nos vestibulares da USP e da Unicamp.
Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1482046-5604,00-ESTUDANTE+DE+CAMPINAS+E+APROVADA+EM+MEDICINA+POR+UNIVERSIDADES+PUBLICAS.html, acesso em 09 fev. 2010.
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Publicado por Sandro Meira em 09/02/2010
‘Se quiserem comparar, vamos comparar’, diz Dilma em evento do PAC
Possível candidata do PT ao Planalto fez referência indireta à oposição.

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, possível candidata do PT à Presidência da República, disse nesta terça-feira (9), em evento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Governador Valadares (MG), que não vê problemas em fazer comparações com governos anteriores.
Leia também: Oposição não tem discurso e joga fazendo falta, diz Lula
“Se quiserem comparar, vamos comparar. Número por número, casa por casa, escola por escola, emprego por emprego. Temos orgulho do governo e do nosso líder que nos governa que é o presidente Lula”, afirmou, sem fazer referência direta à oposição.

‘O Brasil agora cresce a favor do povo, e não contra o povo’, disse.
Na segunda-feira (8), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que Dilma “não é um líder, é reflexo de um líder” e que, para ele, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), tem melhor trajetória política do que Dilma. O ex-presidente afirmou ainda que está disposto a comparar as gestões tucana e petista no governo federal desde que isso seja feito dentro do “contexto”.
No discurso, Dilma voltou a atacar gestões anteriores, mas sem citar nomes e partidos. “Tem uma diferença entre o passado e agora: o Brasil agora cresce a favor do povo, e não contra o povo, como já aconteceu no passado. O presidente Lula construiu um caminho novo, mudou a história”, afirmou.
PAC 2

A ministra falou ainda sobre a segunda edição do PAC, que o governo deve lançar em março. Ela afirmou que o programa “Minha Casa, Minha Vida” será incluído no programa e que, dessa vez, a meta será acabar com o déficit habitacional do país. Outra área de atuação do PAC 2, segundo ela, será o saneamento básico.
Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1483114-5601,00-SE+QUISEREM+COMPARAR+VAMOS+COMPARAR+DIZ+DILMA+EM+EVENTO+DO+PAC.html, acesso em 09 fev. 2010.
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Publicado por Sandro Meira em 04/02/2010
Censura e ataque Hacker ao Google, venda de armas a Taiwan, e visita de dalai-lama provocam tensões

Os dois países que atrasaram as negociações sobre as mudanças climáticas em Copenhague (dez. 2009) agora se desentendem sobre outras questões menos importantes
SÃO PAULO - Nas últimas semanas, EUA e China, duas das maiores economias do mundo se envolveram em diversos atritos diplomático envolvendo pontos de conflito entre os dois países. Veja quais são:
Google/Direitos Humanos
No mês passado, o Google ameaçou encerrar suas operações na China devido ao crescente ataque de hackers a seu serviço de buscas. A empresa entrou no mercado chinês após concordar com o veto a algumas buscas sensíveis para o governo, como o massacre da praça da paz celestial em 1989, e a questão tibetana.
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, criticou a falta de liberdade na internet na China e conclamou as empresas de tecnologia dos EUA a não aceitar restrições ao livre fluxo de informação online.
Em resposta, o governo chinês acusou os EUA de fazerem acusações sem fundamento e prejudiciais às relações entre os dois países.
Venda de armas/Taiwan
No final de janeiro, o Pentágono enviou ao Congresso uma proposta de venda de armas para Taiwan no valor de US$ 6 bilhões. O negócio irritou a China, que considera a ilha de Formosa uma “província rebelde” mesmo após a cisão dos dois países em 1949, chamou a venda de uma interferência nos assuntos internos do país.
Dalai-lama/Tibete
Nesta terça-feira, 2, a China disse que um possível encontro do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com o líder tibetano dalai-lama vai abalar ainda mais as relações sino-americanas.
Há especulações de que Obama encontraria o Dalai Lama durante uma visita do líder espiritual budista aos EUA, nos próximos meses. O líder budista vive no exílio desde a anexação do Tibete à China em 1959.
Disponível em: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,entenda-os-atritos-diplomaticos-entre-china-e-estados-unidos,505216,0.htm, acesso em 04 fev. 2010.
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Publicado por Sandro Meira em 01/02/2010
Ibama concede licença prévia para construção da usina de Belo Monte
Licença tem 40 condicionantes para a liberação da obra.
Ministério estima gastos de R$ 1,5 bilhão com eles.

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) concedeu nesta segunda-feira (1) a licença prévia para a construção da usina de Belo Monte, no Pará, dentro da floresta amazônica. A licença traz vários condicionantes, contrapartidas e medidas socioambientais. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, acredita que os condicionantes terão um custo de R$ 1,5 bilhão para o consórcio vencedor.
Além deste valor para o atendimento dos condicionantes, deverá haver posteriormente a reserva de 0,5% do valor total do empreendimento para o que se chama de “compensação ambiental.”
A licença prévia permite que o governo prepare o leilão da usina. Após o leilão, a obra só poderá ser efetivamente iniciada após a licença de instalação. A previsão que a usina produza 11,2 MW, o que fará dela a terceira do mundo. A área alagada será de 516 km². Segundo o Ministério do Meio Ambiente, metade desta área já é alagada quase todos os anos por cheias do rio Xingu, onde a hidrelétrica será construída.
Veja matéria completa no site da globo.com: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1472165-5598,00-IBAMA+CONCEDE+LICENCA+PREVIA+PARA+CONSTRUCAO+DA+USINA+DE+BELO+MONTE.html, acesso em 02 fev. 2010.
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Publicado por Sandro Meira em 01/02/2010
MEC muda critério de desempate no sistema do Enem
Antes, quem tivesse nota igual, mas se inscrevesse antes, ficava com vaga.
Primeira etapa das inscrições termina nesta quarta-feira.

O Ministério da Educação (MEC) decidiu nesta segunda-feira (1º) que vai garantir vagas nas instituições para os candidatos que tiverem empate em todas as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Até então, ficava com a vaga quem tivesse feito a inscrição antes no Sistema de Seleção Unificada (SiSU), que seleciona estudantes para vagas em instiuições de ensino superior -a maioria federais (veja aqui a relação completa).
Ficam mantidos os cinco primeiros critérios de desempate, na seguinte ordem, conforme o artigo 18 da portaria do Sisu:
1 – nota obtida na redação;
2 – nota obtida na prova de Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias;
3 – nota obtida na prova de Matemática e suas Tecnologias;
4 – nota obtida na prova de Ciências da Natureza e suas Tecnologias;
5 – nota obtida na prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias.
Foi abolido o sexto critério, que dizia que o candidato com inscrição anterior manteria a vaga. O motivo, segundo a assessoria do MEC, é por conta do problema na internet de banda larga na Região Sudeste na noite de domingo, que atrapalhou o processo de inscrição de muitos candidatos.
Veja também: Conseguiu se inscrever no sistema do Enem? Comente
Até as 12h desta segunda, 410 mil estudantes efetuaram inscrições. De acordo com internautas, houve dificuldade de acesso e lentidão principalmente na sexta e no sábado.
Nota de corte
A cada dia, os alunos saberão a nota de corte do curso escolhido e poderão avaliar se têm chances ou não de conseguir uma vaga. De posse dessa informação, ele poderá escolher outro curso e/ou outra instituição e esperar novamente pelo processamento até o dia seguinte. Veja como funciona o SiSU.
A central de atendimento do Ministério da Educação (MEC) funciona entre as 6h e as 23h59 para tirar dúvidas dos candidatos no 0800 616161. Além do telefone o contato pode ser feito no endereço eletrônico http://sisu.mec.gov.br/falecomagente.html.
Dados inválidos e inscrição
Para os estudantes que receberam o aviso de ‘dados inválidos’ ao tentar se inscrever, a recomendação do ministério é verificar se estão ingressando no SiSU com o número de inscrição no Enem e a senha do exame, pois as duas informações são necessárias para acesso.
Caso o candidato não recorde a senha cadastrada no Enem, é possível recuperá-la pelo site do Inep: http://sistemasenem2.inep.gov.br/Enem2009.
Ao finalizar a inscrição, o sistema informa ao aluno que sua inscrição está concluída. É necessário imprimir o comprovante.
Veja mais em: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1472173-5604,00-MEC+MUDA+CRITERIO+DE+DESEMPATE+NO+SISTEMA+DO+ENEM.html, acesseo em 02 fev. 2010.
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Publicado por Sandro Meira em 01/02/2010
Cosan e Shell negociam associação estimada em US$ 12 bi
Possível união prevê criação de duas empresas, uma para açúcar e etanol, identificada em comunicado com “A&E – Agência Estado
- SÃO PAULO – A Cosan informou nesta segunda-feira, 1, que na tarde de domingo assinou acordo com a Shell para uma possível união de algumas de suas operações no Brasil, em valor estimado de US$ 12 bilhões. O memorando de entendimentos não vinculante tem prazo de exclusividade de 180 dias.


A associação prevê criação de duas empresas, uma para açúcar e etanol, identificada no comunicado com “A&E”, incluindo co-geração, e outra para distribuição e comercialização de combustíveis, ou “DS” (do inglês downstream).
Esta segunda empresa corresponde à contrapartida da Shell. Serão ativos de distribuição e comercialização de combustíveis no Brasil, tanto para varejo como aviação, além de sua participação em empresas de pesquisa e desenvolvimento a partir da biomassa, inclusive de etanol. A empresa resultante terá uma rede de aproximadamente 4,5 mil postos no País, tornado-se o terceiro maior distribuidor de combustíveis no Brasil, conforme o comunicado.
Rubens Ometto Silveira Mello será o presidente do conselho de administração da empresa resultante da associação. A Cosan transferirá à associação linhas de negócio que totalizam US$ 4,925 bilhões e dívidas líquidas de US$ 2,524 bilhões.
A Shell fará em até dois anos um aporte em dinheiro de US$ 1,625 bilhão. Conforme a nota, está previsto um aporte adicional, estimado pela Cosan em US$ 300 milhões ao longo de cinco anos, baseado em ganhos futuros da estrutura conjugada. O acordo envolve ainda opções de compra recíprocas, que poderão ser exercidas após dez anos da celebração dos contratos definitivos, em preços a serem fixados com base no valor das participações à época do exercício.
A Cosan deixa de fora da negociação as áreas de fabricação e comercialização de lubrificantes, atividades logísticas (Rumo Logística S.A.), propriedades agrícolas (incluindo suas atividades de prospecção e desenvolvimento fundiário realizadas pela Radar Propriedades Agrícolas S.A.) e as marcas de varejo de alimentos, como “Da Barra” e “União”. Também o desenvolvimento futuro da atividade de co-geração não faz parte da associação.
Disponível em: http://economia.estadao.com.br/noticias/cosan-e-shell-negociam-associacao-estimada-em-us-12-bi,not_3196.htm, acesso em 01 fev. 2010
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Publicado por Sandro Meira em 01/02/2010
Avaliação positiva do presidente Lula sobe para 81,7%, diz CNT/Sensus
No último levantamento, em novembro, o índice era de 78,9%.
Aprovação ao governo subiu de 70% para 71,4%.

A avaliação positiva do desempenho pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu de 78,9% em novembro de 2009 para 81,7% em janeiro deste ano, de acordo com a pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira (1). Esta é a segunda melhor marca da série histórica. Em janeiro do ano passado, Lula era aprovado por 84% dos entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Houve redução no total de pessoas que desaprovam o desempenho do presidente: de 14,6%, em novembro de 2009, para 13,9%, em janeiro deste ano. É a segunda queda seguida na desaprovação.
Esse crescimento na aprovação pessoal foi acompanhado também pelo total de entrevistados que avaliou de forma positiva o governo: de 70% para 71,4%, no mesmo período. Novamente, é o segundo melhor resultado da série histórica, só perdendo para janeiro de 2009, quando o índice era de 72,5%.
A pesquisa mostra também que 22% dos entrevistados avaliam o governo como regular — em novembro de 2009, esse índice era 22,7% — e 5,8%, como negativo — em novembro, esse número era 6,2%.
Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1471444-5601,00-AVALIACAO+POSITIVA+DO+PRESIDENTE+LULA+SOBE+PARA+DIZ+CNTSENSUS.html, acesso em 01 fev. 2010
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Publicado por Sandro Meira em 01/02/2010
Acordo do Clima de Copenhague recebe adesão discreta
Especialistas afirmam que metas de reduções de emissões são insuficientes para frear o aquecimento global

OSLO - Os países responsáveis pela maioria das emissões mundiais de gases de efeito estufa reafirmaram suas promessas para o combate às mudanças climáticas ao cumprirem o prazo, no domingo, para a adesão ao “Acordo de Copenhague” de dezembro.
Veja também:
Meta proposta leva a aumento de 3°C de temperatura
FMI criará Fundo Verde de 100 bilhões de dólares para o clima
Copenhague, um escândalo histórico
Glossário sobre o aquecimento global
Rumo à economia do baixo carbono

Especialistas afirmam que as metas de reduções de emissões prometidas para até 2020 são muito pequenas até agora para atingirem o objetivo fundamental do acordo, de limitar o aquecimento global a menos de 2 graus C.
O Secretariado de Mudanças Climáticas da ONU planeja publicar uma lista de pedidos na segunda-feira. A medida pode exercer pressão sobre todas os países para manterem suas promessas. Todas as nações que representam ao menos dois terços das emissões –lideradas pela China, os Estados Unidos e a União Europeia– se comprometeram.
Emissores menores, das Filipinas ao Mali, também enviaram promessas ou pediram para se associar ao acordo. O Secretariado afirmou que o prazo de 31 de janeiro pode ser estendido.

“A maioria (das promessas) dos países industrializados estão na categoria ‘inadequada’”, disse Niklas Hoehne, diretor de política energética e climática da consultoria Ecofys, que avalia o quanto compromissos nacionais vão ajudar no combate às mudanças climáticas.
“A dos Estados Unidos não é suficiente, a da União Europeia não é suficiente. Os principais países desenvolvidos ainda estão muito aquém do esperado, exceto o Japão e a Noruega”, disse ele.
Alguns países em desenvolvimento, como Brasil e México, estão fazendo um esforço relativamente maior, segundo o especialista.
Disponível em: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,acordo-do-clima-de-copenhague-recebe-adesao-discreta,504626,0.htm, acesso em 01 fev. 2010
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Publicado por Sandro Meira em 31/01/2010
(24/01/2010 – 07h01) El Niño e umidade amazônica são as causas das chuvas no Sul e Sudeste, dizem meteorologistas - Talita Boros, Do UOL Notícias – Em São Paulo
As fortes chuvas que atingem o país desde novembro do ano passado, principalmente as regiões Sul e Sudeste, registram índices pluviométricos bastante acima da média. Somente em dezembro, choveu em São Paulo 105% acima da média esperada para o mês, segundo informações da Somar Meteorologia. No último mês do ano, o acumulado de chuvas chegou a 413 mm, enquanto a média dos últimos 30 anos era de 201 mm. Dos 31 dias de dezembro, 15 foram de chuva para os paulistanos.
Parte da região Sul também foi castigada – no início do ano com a estiagem e no final com o período de chuvas. Somente na cidade de Santa Maria, no interior gaúcho (290 km de Porto Alegre), choveu 12 dias em dezembro e o acumulado alcançou 310 mm, superando a média em 133%. O normal é de 133 mm.

Influência do El Niño pelo mundo
De acordo com Michelle Simões Reboita, meteorologista do grupo de Estudos Climáticos da USP (Universidade de São Paulo), em anos de El Niño, como em 2009, é esperado haver aumento da precipitação na região Sul do país.
Esse fenômeno climático ocorre em intervalos de dois a sete anos e representa o aquecimento das águas superficiais do oceano Pacífico Equatorial Leste. Não se sabe ao certo o mecanismo que leva à formação do El Niño, mas, de acordo com Michelle, ele causa a grande incidência de chuvas na região Sul do Brasil.
A área de convergência de baixa pressão localizada na região Sul é uma das diversas perturbações atmosféricas causadas pelo El Niño. Essa área favorece o transporte da umidade amazônica para as regiões Sul e Sudeste e, combinada com altas temperaturas, aumenta a precipitação nos dois locais.
A meteorologista do Inpe Priscila Farias afirma que esse conjunto de anomalias provocadas pelo El Niño aumentaram a temperatura e o índice de umidade da região. “São basicamente esses dois fatores que causam chuva, altas temperaturas e muita umidade”, explica.
De acordo com Priscila, a convergência de umidade da região amazônica chegou mais intensa e estacionou sobre a região Sudeste, o que gerou persistência das chuvas nessa época do ano em que já é esperado o aumento do índice pluviométrico.
“As áreas urbanas próximas a encostas e a rios, e os centros com escoamento precário de água pluvial são os locais mais suscetíveis aos estragos causados pelo excesso de chuvas”, explica Michelle, do grupo de Estudos Climáticos da USP.
“O que aconteceu no final de 2009 e início deste ano foi que a intensidade de chuvas foi maior nas mesmas áreas, agravando as consequências em certos locais”, completa Priscila.
Impacto em 2010

O fenômeno climático El Niño durará até o começo de junho de 2010 e terá um forte impacto sobre os padrões de clima mundial. Previsão de seca na Indonésia e Austrália e, ao mesmo tempo, enchentes no Equador e na Bolívia. No Brasil, as chuvas continuam nas regiões Sul e Sudeste.
Leia a nota completa
Disponível em: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2010/01/24/ult5772u6966.jhtm, acesso em 31 jan. 2010.
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Publicado por Sandro Meira em 31/01/2010
Avião com brasileiros ilhados em Machu Picchu volta ao País
Hércules da FAB, que também havia levado 14 toneladas de alimentos ao Peru, deve chegar de madrugada (Carol Pires - Agência Estado)
BRASÍLIA - O avião C-130 Hércules, da Força Aérea Brasileira (FAB), partiu de Cuzco, Peru, por volta das 17h50 de hoje, com os 62 brasileiros que estavam ilhados há cerca de uma semana em Águas Calientes, no sopé do morro onde fica a cidade inca. Segundo nota da FAB, a aeronave fará uma escala técnica em Rio Branco, no Acre, e deve chegar ao Rio de Janeiro às 4 horas de amanhã (01).
Machu Picchu (Peru)
Os brasileiros e estrangeiros ficaram isolados depois que a estrada que liga as montanhas de Machu Picchu, famoso sítio arqueológico, ao povoado de Águas Calientes foi destruída por deslizamentos. A força da correnteza do Rio Vilcanota também provocou destruição no vilarejo. O desastre natural gerou danos em vias de transporte, o que restringiu a mobilidade de cerca de mil pessoas na região, segundo informou o Itamaraty.

Grupo de brasileiros resgatados da região de Machu Picchu pouco antes de embarcar em avião da FAB, em Cuzco, no Peru (Foto: Força Aérea Brasileira)
O avião da FAB que hoje está trazendo os brasileiros resgatados no Peru também serviu para levar ajuda às vítimas das enchentes. O Hércules partiu ontem da Base Aérea do Galeão levando 14 toneladas de alimentos. A doação foi recebida pelo Presidente Regional de Cuzco, Hugo Sayan, segundo informações da Força Aérea. “Não temos palavras para agradecer aos irmãos brasileiros pelo calor humano e pela solidariedade. Todo esse alimento será imediatamente distribuído para a população carente”, afirmou.
Disponível em: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,aviao-com-brasileiros-ilhados-em-machu-picchu-volta-ao-pais,504436,0.htm, acesso em 31 jan. 2010.
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Publicado por Sandro Meira em 29/01/2010
Idealizador do Fórum defende papel secundário para ONGs
Sociólogo Emir Sader acha que organizações deveriam deixar protagonismo para os movimentos sociais
PORTO ALEGRE - O sociólogo Emir Sader, professor aposentado da USP e um dos idealizadores do Fórum Social Mundial, expôs uma divisão entre os movimentos sociais e as organizações não-governamentais (ONGs). Ele conversou com jornalistas após participar de uma das mesas de discussões na manhã desta terça-feira, 26, em Porto Alegre.

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Governo diverge sobre lei de divisão do lucro
“A particularidade do Fórum é ter movimentos sociais. As ONGs têm papel secundário, que é de ajudar os movimentos sociais a se organizar. Tem que abrir caminho. Mas não. O comitê organizador do FSM, essas pessoas que estão aí desde o início, são de oito organizações, e seis são ONGs! É tão sem representatividade que tem uma lá que é Abong, Associação Brasileira de ONGs. Usurpam o espaço dos movimentos. No início do FSM foi importante porque não havia espaço para os movimentos sociais. Mas agora eu acho que eles deveriam se retirar do primeiro plano e ajudar os movimentos sociais a protagonizarem”, afirmou.
Veja matéria completa no site do Estadão: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,idealizador-do-forum-defende-papel-secundario-para-ongs,501814,0.htm, acesso em 29 jan. 2010.
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Publicado por Sandro Meira em 29/01/2010
Novo governo de Honduras diz que país está ‘falido’
AE-AP - Agencia Estado
TEGUCIGALPA - A nova administração hondurenha começou a funcionar ontem, afirmando que a nação está “falida” e vai precisar de assistência financeira internacional para se recuperar de meses de isolamento diplomático, após o golpe de junho passado.

O presidente Porfirio Lobo assumiu junto com seu gabinete, que inclui William Chong, o novo ministro das Finanças. Chong afirmou que o presidente de facto, Roberto Micheletti, deixou apenas US$ 50 milhões nos cofres do governo. Ele também disse que a administração Lobo terá de se aproximar de entidades internacionais como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) a fim de obter empréstimos.
O ministro falou ainda que o país, antes já considerado pobre, está agora falido, após meses de isolamento e cortes na ajuda internacional em razão do golpe que derrubou o presidente Manuel Zelaya em 28 de junho. Zelaya foi expulso do país, mas voltou e, desde 21 de setembro, estava abrigado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa. Na quarta-feira, ele deixou o país no âmbito de um acordo firmado por Lobo e pelo presidente dominicano, Leonel Fernández. Zelaya seguiu para a República Dominicana no avião de Fernández.
O primeiro dia do novo governo também foi marcado por incursões policiais logo no início do dia, que resultaram em 41 prisões e várias armas apreendidas na capital. Em Tegucigalpa, a polícia realizou 23 buscas, que levaram a apreensão inclusive de um lançador de granadas. Não estava claro se entre os detidos havia também partidários de Zelaya.
Comissão da verdade
Lobo venceu as eleições presidenciais de novembro, que estavam marcadas antes do golpe, mas foram realizadas sob o governo de Micheletti. O secretário-assistente de Estado norte-americano para o Hemisfério Ocidental, Arturo Valenzuela, disse que era importante para Honduras criar uma comissão da verdade, para investigar os eventos que levaram ao golpe. Segundo Valenzuela, Lobo tomou passos positivos, como convidar adversários da corrida eleitoral para o governo, mas faltaria “o passo final, que é a comissão da verdade”.
Disponível em: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,novo-governo-de-honduras-diz-que-pais-esta-falido,503553,0.htm, acesseo em 29 jan. 2010.
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Publicado por Sandro Meira em 29/01/2010
Discurso de Lula lido em Davos destaca avanços do Brasil
Texto lembrou que 20 milhões de pessoas saíram da pobreza absoluta, enquanto País se tornou credor do FMI

DAVOS - Pela primeira vez, o Fórum Econômico Mundial quebrou o protocolo e deixou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ler o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia de entrega do prêmio “Estadista Global”. A mensagem do presidente brasileiro a Davos tratou da necessidade de mudanças na economia global, para evitar novas crises, e de esforços mais fortes pela preservação do meio ambiente. O discurso também descreveu os avanços obtidos pelo Brasil nos últimos anos, que permitiram uma recuperação rápida em meio à turbulência global, na avaliação do presidente.

“O Brasil provou aos céticos que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza.” Ele avalia que o olhar para o Brasil hoje é muito diferente do que há sete anos, quando esteve pela primeira vez em Davos, logo que chegou ao poder. Havia dúvida sobre o operário sem diploma universitário, vindo da esquerda sindical. No discurso de 2003, Lula frisou que era necessário construir uma nova ordem econômica internacional. “Sete anos depois posso olhar nos olhos de cada um de vocês e do meu povo e dizer que o Brasil fez a sua parte”, diz a mensagem lida por Amorim. “Ainda precisamos avançar muito, mas ninguém pode negar que o Brasil melhorou.”

Ele lembrou que 20 milhões de pessoas saíram do estágio de pobreza absoluta, enquanto o País reduziu o endividamento externo e se tornou credor do FMI. Para Lula, o Brasil caminha para se tornar a quinta economia mundial. O discurso também trouxe críticas ao capitalismo financeiro e a defesa do papel do Estado na economia. O presidente avalia que o principal fator que ajudou o Brasil no combate à crise foi o modelo econômico de incentivo ao crédito e ao consumo e de redução de impostos, reforçado durante a turbulência. Lula, conforme as palavras lidas por Amorim, pediu uma mudança profunda na ordem econômica, de forma a privilegiar a produção e não a especulação.

Representando o presidente Lula, Celso Amorim recebeu o prêmio ‘Estadista Global’ das mãos do ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan. (Foto: AP)
Segundo ele, os governos devem recuperar o seu papel original, que é o papel de governar. “É hora de reinventar o mundo e suas instituições.” O presidente brasileiro também mandou uma mensagem de frustração com o cenário mundial. “Os desafios do mundo são maiores que os enfrentados pelo Brasil. O mundo precisa de mudanças mais profundas e complexas.”
Segundo ele, Copenhague foi um exemplo, já que a humanidade perdeu uma oportunidade de avançar na preservação ao meio ambiente. “Espero que cheguemos com espíritos desarmados (na próxima reunião) no México”.

O prêmio “Estadista Global”, concedido pela primeira vez pelo Fórum Econômico Mundial, foi entregue pelo ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan ao ministro Amorim, que representou Lula. A cerimônia foi encerrada há instantes.
Disponível em: http://www.estadao.com.br/noticias/economia,discurso-de-lula-lido-em-davos-destaca-avancos-do-brasil,503546,0.htm, acesso em 29 jan. 2010.
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Publicado por Sandro Meira em 26/01/2010
Segundo órgão internacional, países em desenvolvimento correm o risco de terem disparada no fluxo
Regina Cardeal, da Agência Estado
WASHINGTON - A divergência no ritmo de crescimento das diferentes regiões do mundo coloca desafios significativos para os governos, uma vez que países em desenvolvimento estão enfrentando o risco de que a disparada no fluxo cause novas bolhas de ativos num momento em que muitas economias avançadas continuam dependendo de medidas de suporte financeiro, monetárias e fiscais extraordinárias, alerta o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O FMI afirma que estas medidas sem precedentes de apoio aumentaram os temores sobre o risco da dívida soberana, mas alerta que “uma saída prematura e incoerente das políticas de sustentação podem debilitar o crescimento global e seu reequilíbrio”.
Na revisão de seu relatório Perspectiva Econômica Global, o FMI reconhece que será difícil a tarefa de traçar as estratégias de saída. Quando a demanda privada se tornar sustentável, os países devem levar em consideração os temores sobre os níveis da dívida, as bolhas nos preços dos ativos e a valorização do câmbio, afirma o Fundo.
As economias emergentes que lidam com o forte aumento no fluxo de capitais enfrentam uma tarefa complexa e a resposta deve depender das circunstâncias, tais como política de aperto fiscal ou permitir a valorização da moeda, segundo o FMI. Mas a instituição reitera que algum aumento de reservas ou controles de capital podem ser adequados para lidar com movimento transitórios e grandes.
Considerando-se as preocupações cada vez maiores com os níveis da dívida pública, o Fundo recomenda que os países implementem totalmente os estímulos fiscais para este ano, ao mesmo tempo em que elaboram planos viáveis de sustentabilidade fiscal.
Quanto à política monetária, o Fundo disse que muitos bancos centrais podem manter os juros baixos este ano, ante a expectativa de baixa inflação. Os países que se recuperam mais rapidamente terão de fazer um aperto antes, acrescentou.
No front financeiro, os países avançados e as economias emergentes mais atingidas ainda terão de enfrentar a reestruturação dos bancos e a remoção dos ativos tóxicos. As autoridades devem remover o apoio financeiro gradualmente e avançar com as reformas que vão reduzir o risco financeiro e tornar o setor bancário mais eficaz e resistente, recomenda o FMI. As informações são da Dow Jones.
Disponível em: http://www.estadao.com.br/noticias/economia,fmi-alerta-para-risco-de-bolhas-de-ativos-em-emergentes,501704,0.htm, acesso em 26 jan. 2010.
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Publicado por Sandro Meira em 26/01/2010
Caros internautas e demais colaboradores:
Devido as férias de final de ano, este blog ficou um período sem atualizações.
Aproveito a oportunidade para desejar um ótimo 2010 para todos, com muito trabalho e estudos.
Prof. Sandro
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Publicado por Sandro Meira em 11/12/2009
Lula diz que quer “tirar o povo da merda”

O Presidente brasileiro, Lula da Silva, usou uma palavra de baixo calão ao dizer hoje, quinta-feira, que o seu Governo investe em saneamento básico “para tirar o povo da merda”. Veja o vídeo.
“Eu quero saber se o povo está na merda e eu quero tirar o povo da merda em que ele se encontra”, afirmou o Presidente brasileiro num discurso na capital do Maranhão, São Luís, destacando que não importa o partido dos políticos eleitos mas o que eles fazem para o bem estar do povo.
Lula criticou a falta de saneamento básico da população mais pobre das regiões Norte e Nordeste devido ao “mal gerenciamento do Brasil por muito tempo”, que privilegiou as regiões mais ricas.

O Presidente previu que seria criticado e disse que os comentadores dos grandes jornais destacarão o uso de um palavrão no seu discurso.
“Mas eu tenho consciência de que eles falam mais palavrão do que eu todo dia e tenho consciência de como vive o povo pobre deste país”, justificou.
Lula da Silva falava na inauguração de um projecto de habitação social na capital do Maranhão e o seu discurso foi aplaudido pela população presente.
Disponível em: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1444061, acesso em 11 dez. 2009
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