Bicho Geográfico

Blog sobre Atualidades e Geografia

Posts de Agosto, 2008

Fruto da Terra

Publicado por Sandro Meira em 31/08/2008

Caros alunos e companheiros de trabalho:

Venho aqui agradecer a participação de todos no Evento Fruto da Terra 2008 do Colégio Mundo Novo. Conseguimos realizar um ótimo trabalho, que pôde acrescentar muito na vivência dos nossos alunos e mostrar que nosso trabalho está surtindo um efeito prático e positivo.

Agradeço também aos participantes em geral (pais, convidados entre outros) que, sem eles, o evento perderia seu significado maior.

Um abraço a todos e que o caminho do sucesso permaneça sempre aberto.

“A educação é o passaporte para o futuro, pois o amanhã pertence às pessoas que se preparam hoje” (Malcon X).

Prof Sandro.

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Esquerdismo na América Latina

Publicado por Sandro Meira em 28/08/2008

O novo está aqui, na América Latina  – - José Arbex Jr. – 26/8/2008

José Arbex Jr. – Como explicar o ataque da Colômbia ao Equador?
Temos ai um momento crucial de um processo que já vem se desenrolando desde a eleição do presidente Chávez, reforçado pela eleição, no Equador, do presidente Correa: uma série de governos tende para uma posição de maior independência em relação aos Estados Unidos. De outro lado, o governo colombiano funciona como a ponta de lança política dos Estados Unidos na América do Sul. Mais cedo ou mais tarde, essa situação chegaria a um ponto critico. É uma situação que condensa conflitos internos às sociedades sul-americanas, conflitos de governos sul-americanos com o imperialismo estadunidense, e condensa também conflitos em uma escala mais ampla, que passa pelo jogo estratégico envolvendo a questão do petróleo e a presença dos Estados Unidos no Oriente Médio. Além disso, há também o antigo fato de que uma guerra pode ser muito útil para um governo desgastado como o de Uribe. Ela pode ser um fator de coesão, um estímulo ao nacionalismo, principalmente quando se associa à pretensa legitimidade da luta contra o narcotráfico.

Explique um pouco melhor o vínculo entre América do Sul e Oriente Médio.
Na medida em que os Estados Unidos têm uma retaguarda tranqüila na América do Sul, principalmente em relação à questão energética, eles podem se concentrar na tentativa de resolver a tremenda encalacrada em que se meteram no Iraque. Se o golpe de 2002 contra Chávez tivesse dado certo, a Casa Branca teria hoje uma retaguarda tranqüila. O problema é que eles estão com a agenda lotada no Oriente Médio e têm uma pedra no sapato, que é o governo da Venezuela.

Como você caracteriza o governo Chávez e o “socialismo do século 21”?
O governo Chávez não é socialista. Durante algum tempo, Chávez deixou muito claro que o socialismo não estava em sua agenda. Ele tentava mostrar que era possível uma alternativa ao neo-liberalismo. De um tempo pra cá, ele começou a falar em socialismo, e ai se cunhou a expressão socialismo do século21. Acho que ela mais confunde do que ajuda a entender o que se passa. A América Latina é hoje um viveiro de grandes lutas sociais. Essas lutas têm um potencial anti-imperialista muito grande, ou, até antes disso, têm um potencial nacionalista muito grande, quando são apropriadas pelas massas populares, que é o que está ocorrendo. Mas, não são lutas que apontam diretamente para o socialismo. Chávez não tem um programa voltado para a expropriação dos meios de produção, para o seu controle pelos trabalhadores e para a instituição de um poder político organizado de modo que os trabalhadores venham a exercê-lo. O socialismo passa por questões que sequer são arranhadas por Chávez. Agora, é claro que nem toda revolução precisa ser socialista. Em tempos de um novo imperialismo como está se configurando desde o final do século 20, uma política de confronto com a principal potência imperialista, uma política voltada para o atendimento ou criação de direitos sociais, em um país onde grande parte da população jamais tinha visto um médico na vida, isso pode ser considerado uma revolução de caráter nacional e democrático, mas ainda não socialista.

A esquerda acusa Chávez de desenvolver um discurso que conduz a uma utopia reacionária: a suposta possibilidade de humanizar o capitalismo. Você acha que Chávez está levando a Venezuela a um desastre?
Ao contrário, acho que ele conduz a luta que até agora considerou ser possível. Posso ter críticas a essa luta, mas não é porque não coincidem com as minhas aspirações que eu vou dizer que é um desastre. O Chávez tem uma imensa criatividade política, capacidade de liderança e ousadia, mas é alguém saído do interior da burocracia de Estado venezuelano, do ramo militar da burocracia. Querer que ele faça a revolução no meu lugar, eu que sou metido a comunista, a socialista, exigir que alguém com o perfil social do Chávez faça por mim o que eu gostaria de fazer e não tenho força, capacidade organizativa, inserção para fazer, eu considero um momento de infelicidade da esquerda. Grande parte da esquerda ainda não percebeu a dimensão do chavismo, em um quadro tremendamente desfavorável das lutas anti-imperialistas no mundo todo.

Você costuma dizer que o neoliberalismo não acabou e que está dando certo no Brasil. O que significa isso?
Basta a gente olhar para São Paulo: o congestionamento do tráfego é permanente, mas não é a chuva que o provoca, e sim o grande aumento da frota. Nunca se vendeu tanto carro, como em 2007, no Brasil. O lucro do Bradesco causa inveja aos banqueiros suíços, e o mesmo vale para a Vale do Rio Doce, que conta com a participação do Bradesco. O setor industrial ligado ao grande capital vai bem, o setor bancário vai bem, o setor voltado para especulação de capital fictício idem, e ao mesmo tempo o governo tem amplo apoio. O prestigio do governo Lula chegou ao auge no começo do ano, e é um prestigio maior ainda junto às classes populares. É tudo o que a burguesia quer: um governo que deixa banqueiro morrendo de rir e deixa grande parte da população satisfeita com as políticas sociais. Antes, o mercado tinha medo do Lula, agora o mercado tem medo que o Lula se vá.

Não é estranho isso tudo estar acontecendo no Brasil, bem no meio de uma crise imensa na sede do capitalismo?
A crise da economia estadunidense já se manifesta há bastante tempo, a diferença é que agora ela se escancarou, por conta não só da dinâmica econômica dos Estados Unidos e da ascensão de outras economias, como no caso da chinesa, mas também pela questão política: o gasto público estadunidense, seja com vistas a manter o poder aquisitivo de parte da sociedade, seja com vistas a financiar aventuras militares no exterior, é um gasto que torna os Estados Unidos um país em frangalhos. Eles estão em declínio econômico e político e a única saída, do ponto de vista da direita neoconservadora, é recorrer à violência para reverter o declínio enquanto há tempo, se é que há. É mais do que natural que empresas que estão em má situação por lá tentem obter lucratividade por diversos meios, inclusive políticos, em outros países. A GM vai bem no Brasil, eles estão tecnicamente falidos nos Estados Unidos, a Ford também, a Toyota já ultrapassou a ambas dentro do território econômico dos Estados Unidos. Elas se aventuram de várias maneiras, inclusive com o apoio do estado estadunidense, em vários lugares do mundo. O deslanche do capitalismo brasileiro tem a ver, em grande parte, com a situação de crise da economia estadunidense, e com a tendência de uma estabilização, que eu não sei por quanto tempo dura, da União Européia também.

Mas você acredita que um capitalismo periférico, como o brasileiro, possa se beneficiar impunemente da crise nos países centrais? Não há o perigo de um período curto de progresso seguido de uma catástrofe?
Pode acontecer. Nós estamos, de fato, vivendo uma situação de curto prazo em todos os aspectos: político, econômico, no plano internacional e nacional. Sabemos que estamos em uma transição, mas não sabemos para onde, porque tudo isso depende de co-relação de forças que estão em andamento.

Então, temos que relativizar a afirmação de que o neoliberalismo vai bem no Brasil, porque na verdade é uma situação transitória…
Mas esse transitório vem desde o governo Collor, passou pelo Itamar, se aprofundou com FHC e se reciclou com o governo Lula. Já temos ai 18 anos de um período de neoliberalismo representado no Brasil como política econômica e como ideologia, assumido não só pelos dominantes, mas também por setores dos dominados.

A estabilidade só foi possível mediante a cooptação de parte da esquerda, em particular do PT e da CUT. E quando a eficácia da receita se esgotar, o que vai acontecer?
Ai vai depender da capacidade de organização das forças que se pretendem alternativas a isso. Mas não são apenas a CUT e o PT que sustentam a política e a ideologia neo-liberal no Brasil. Grande parte da disputa do PT com o PSDB, envolvendo mensalão, dossiês etc e tal, é uma disputa pelo mesmo ponto. O PT, com toda a sua peculiaridade, ainda tem base sindical, uma base de massa que o tucanato não tem, ao passo que o partido disputa hoje as fontes de financiamento e também a base eleitoral que eram do PSDB. Você tem dois litigantes que disputam o mesmo ponto, querem aquele mesmo lugar, a mesma inserção. Foi intolerável para o tucanato ver a facilidade com o que antigos pretendentes a revolucionários se saíram muito bem na disputa. Então eu diria que há um consenso neo-liberal muito mais amplo que envolve a CUT, as suas direções principais, envolve o PT, mas envolve também o tucanato e até grandes contingentes que não têm preocupações e dedicação partidária.

Como explicar que enquanto a América Latina está em ebulição, no Brasil há um quadro estável? Até que ponto você acha que isso pode continuar?
São processos diferentes, nós estamos vivendo um ciclo ainda marcado pelas lutas operárias do final dos anos 70. Como desfecho desse ciclo, tivemos a eleição e a reeleição de um operário para presidente da república. Isso ainda é resultado, uma marola daquela grande onda de lutas operárias que veio lá do final dos anos 70. Em outros países da América Latina, os processos foram distintos. No caso da Bolívia, do México e da Venezuela, você não tem um passado recente de lutas operárias massivas como aconteceu no Brasil, mas sim lutas, por um lado, muito mais antigas, e por outro lado, muito mais conectadas aos desafios típicos do século 21. Esse é o ponto em que Chávez talvez tenha razão em fazer menção ao século 21. Há muita coisa nova acontecendo, incluindo a presença indígena direta na política. Na Bolívia, por exemplo, o movimento indígena praticamente empurrou o Evo Morales. Isso tudo aponta pra uma nova composição das lutas proletárias, semi-proletárias, populares, e esse é o elemento novo, com a participação de povos originários que têm uma imensa capacidade de se comunicar internacionalmente. A expressão “bolivarianismo” aponta pra isso. Ela é meio ideológica, é imprecisa, mas aponta para a necessidade de uma luta que transcenda os limites dos estados nacionais, para uma luta anti-sistêmica. E nós vivemos isso: o movimento camponês ou neo-camponês no Brasil é internacionalista, em um país que tem fraquíssima tradição de internacionalismo. A Escola Nacional Florestan Fernandes acabou de realizar um curso latino-americano em que, durante quatro meses, o idioma que menos se falava era o português. Isso é inédito na história do Brasil.

A tua hipótese surpreende: o auge da modernidade industrial, realizada no Brasil, é atrasado em relação à manifestação do arcaico, que é a cultura indígena na América Latina.
É aquela coisa dos ciclos defasados que estão se encerrando, incluindo o ciclo da hegemonia estadunidense, que abre espaço para esse movimento aqui na América Latina. O encerramento de um ciclo não é algo imediato. Ao contrário. A queda do Muro de Berlim aconteceu em 1989, mas o Partido Comunista Italiano acabou de acabar agora. Nós estamos vendo ainda a Europa sofrer esse vazio que a esquerda não está sabendo preencher. No Brasil também acontece algo muito parecido. Os ciclos, ao se encerrarem, abrem caminho para novas lutas, mas não necessariamente elas vão surgir nos cenários onde as lutas ligadas no ciclo anterior foram mais contundentes. É o que a gente está vendo na América Latina em relação à Europa. Antes, a esquerda olhava para a Europa, hoje os europeus ficam olhando e torcendo para esse ou aquele movimento latino-americano. Já se decepcionaram até com o PT, jogaram muitas ilusões nele, como jogaram no movimento dos piqueteros na Argentina. Mas eles estão mais na torcida, porque é aqui que as lutas estão acontecendo.

E como fica o marxismo nessa brincadeira?
Fica numa situação também complexa, ao mesmo tempo fecunda e desconfortável. Fecunda, porque com a derrocada da União Soviética intensificou-se ou consumou-se um processo que já vinha de longo tempo, de crítica formulada pelos principais intelectuais marxistas ao regime soviético. A consumação desse processo deu aos intelectuais marxistas a liberdade de reflexão maior, e ao mesmo tempo a necessidade de ousar mais, tanto que no caso do Brasil eu acho que é a primeira vez que nós temos grandes, ou potencialmente grandes intelectuais marxistas militantes. Antes, ou o cara era militante e não era um grande intelectual, ou era um grande teórico mas não militava, no máximo tinha uma função marginal no partido. Um exemplo, Caio Prado Junior nunca foi exatamente um cara de decisões centrais dentro do PCB. Um exemplo oposto é o Jacob Gorender: inteligentíssimo sempre, a grande obra teórica dele é feita pós-militância. Agora não, agora você tem, em vários lugares, marxistas militantes e criativos teoricamente. A boa novidade é que o marxismo vai ter que ser recriado. Uma série de lutas do passado não adquirem mais sentido hoje, por exemplo trotskismo versus stalinismo. Agora, qual é o desespero do marxismo hoje? É exatamente a falta de base social. Não adianta ter boas categorias muito bem formuladas se aquilo não ganha massa, e o que nós temos hoje é exatamente essa dificuldade do marxismo ser apropriado pelas massas. Hoje, você tem ativistas sociais que articulam mitos ancestrais, mitos indígenas com formulações marxistas, ou seja, nós estamos em uma época de sincretismo, de ecletismos que são uma expressão desse vazio deixado pelo marxismo anterior, ligado a forças sociais que já não estão tão ativas, estão meio adormecidas e até em fase de reestruturação. Então o marxismo teoricamente tem um potencial muito grande, mas ele só supera a crise pela qual ele se enveredou no século passado, na medida em que ele for apropriado por esses novos movimentos de massa.

O movimento negro brasileiro é um componente desse novo processo global?
Não sou negro, não me identifico como negro, mas acho que o movimento negro no Brasil tem um potencial muito grande, mas de realização ínfima, muito pequena. O neo-liberalismo atinge profundamente o movimento negro, acho lamentável isso. Acho que sem uma identidade negra, orgulhosa, altiva – e ai que está a chave -, coletiva, é difícil fazer qualquer luta de massa. O movimento negro carece no Brasil de uma capacidade, ou de uma disposição para uma ação coletiva mais contundente de caráter anti-sistêmica, ele é muito mais voltado para reivindicar alguns direitos no interior dos quais os indivíduos negros resolvam cada um em melhores condições a sua situação.

Você se considera pessimista?
Por algum motivo, na dinâmica do meu papo, eu acabei destacando forças mais negativas. É que eu não tive aqui a intenção de vender ilusões. Mas eu levo a sério aquilo que é mais difícil, mais desafiador e criativo, aquilo que motiva a minha atividade de cientista social: procurar detectar, descobrir as forças capazes de levar com sucesso lutas anti-sistêmicas. Nós estamos na encruzilhada entre socialismo e barbárie. Essa encruzilhada nunca foi tão clara como na nossa época. É fundamental, por isso, que a gente saiba bastante acerca dos nossos inimigos e dos nossos obstáculos, mas é mais fundamental ainda saber como superá-los.

Disponível em: http://www.clubemundo.com.br/ver.asp 

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Fruto da Terra – Orientações

Publicado por Sandro Meira em 26/08/2008

Caros alunos.

Nosso trabalho para o Fruto da Terra (30/08) deverá ser organizado da seguinte maneira:

1º momento: palestra sobre a tolerância cultural.

2º momento: vídeo-conferência.

3º momento: debate (simulado da ONU e OMC) entre os grupos de alunos.

Para que o debate obtenha sucesso, os grupos devem se organizar e preparar o material em ppt (PowerPoint) de acordo com os indicadores (econômicos, sociais, ambientais etc.) de cada país, verificados no site do IBGE e sugerido neste blog: http://www.ibge.gov.br/paisesat/ .

Na sexta-feira (manhã e tarde), organizaremos todo o material e a sala (auditório) para que no sábado, às 9:00h, tudo esteja pronto para o evento.

No dia, ficarei com uma lista de presença para controlar os alunos que participarem dos eventos (palestra, vídeo-conferência e debates), como platéia e debatedores e que terão conceito extra no 3º Bimestre nas discilpinas envolvidas (geografia, história, filosofia, gramática). Lembro, ainda, que alguns alunos serão escalados para participar das atividades da própria casa, por meio da internet, enviando perguntas e organizando parte do material final (relatório do evento).

Ao final do evento, os integrantes de cada grupo se reunirão e deverão relatar o que foi desenvolvido, na forma de trabalho escrito (ver normas do colégio). 

Não se esqueçam que o tema do nosso projeto é: “A Revolução Técnico-Científica e a Tolerância Cultural”.

Contamos com a colaboração de todos para que dê tudo certo.

Um abraço.

Prof. Sandro.

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Parlamento russo reconhece a independência da Ossétia do Sul

Publicado por Sandro Meira em 25/08/2008

O Parlamento da Rússia reconheceu a independência da Ossétia do Sul e da Abkházia, na Géórgia.

O estranho é que a mesma Rússia, membro da OTAN desde 2001, não reconheceu a independência do Kosovo (última fragmentação da antiga Iugoslávia, que também esteve sob orientações políticas da antiga URSS no leste europeu), temendo um efeito dominó sobre as províncias separatistas do sul, como a Chechência, Ossétia do Norte e Daguestão.

A invasão da Geórgia e o apoio aos movimentos por independência deixam a Rússia numa situação de fortalecimento de sua intervenção atual na Europa Oriental, mais precisamente na região do Cáucaso (fato parecido com o que ocorreu no período entre a Revolução Russa de 1917 até a extinção da URSS em 1991), o que faz alguns analistas dizerem que é uma nova “Guerra Fria” que está se moldando.

Veja mais detalhes no site: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL735583-5602,00-PARLAMENTO+RUSSO+RECONHECE+A+INDEPENDENCIA+DA+OSSETIA+DO+SUL.html

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A Groenlândia e as mudanças climáticas

Publicado por Sandro Meira em 22/08/2008

A Groenlândia é um dos melhores locais para se observar os efeitos da mudança climática. Como a maior ilha do mundo tem apenas 55 mil habitantes e nenhuma indústria, as condições da sua enorme cobertura de gelo – bem como a sua temperatura, precipitação e ventos – são influenciadas pelas correntes atmosféricas e oceânicas globais que ali convergem. O que quer que ocorra na China ou no Brasil, de alguma forma, é sentido nesta imensa ilha gelada. E como os groenlandeses vivem próximos à natureza, eles são barômetros vivos da mudança climática.

Friedmann afirma que em sua viagem aprendeu um novo idioma na Goenlândia: a “língua do clima”.

Segundo ele, é fácil aprendê-la. Ela só tem três frases. A primeira é: “Há apenas alguns anos”. Há apenas alguns anos era possível viajar no inverno, em um trenó puxado por cães, da Groenlândia à Ilha de Disko, passando sobre uma banquisa de gelo de 64 quilômetros de extensão. Mas, nos últimos anos, as temperaturas mais elevadas do inverno na Groenlândia derreteram essa ponte de gelo. Agora a Ilha de Disko está isolada. Aposentem o trenó.

Entre 1979 e 2007 houve um aumento de 30% do derretimento da camada de gelo da Groenlândia, e, em 2007, estima-se que este derretimento foi 10% mais intenso do que em qualquer ano anterior. Atualmente a Groenlândia está perdendo cerca de 200 quilômetros cúbicos de gelo por ano – com o derretimento e queda no mar do gelo situado nas bordas das geleiras -, o que excede em muito o volume de todo o gelo existente nos Alpes. Tudo está acontecendo bem antes do que se esperava.

A segunda frase é: “Nunca vi isto antes…”. Em dezembro e janeiro choveu em Ilulissat. Este lugar fica bem ao norte do Círculo Polar Ártico! Não devia chover aqui no inverno, mas é isso o que vem acontecendo atualmente.

A terceira frase é: “Bem, geralmente… mas agora não sei mais”. Os padrões climáticos tradicionais que as pessoas idosas da Groenlândia conheceram durante toda a vida mudaram tão rapidamente em certos locais. A longa experiência acumulada por elas já não é tão importante como antes. O rio que sempre correu naquele local agora está seco. A geleira que sempre cobriu aquela montanha desapareceu. A rena que sempre esteve lá quando a temporada de caça começava, em 1º de agosto, não apareceu.

Não é de se surpreender que agora todos aqui falem a língua do clima. Ao que tudo indica, as novas gerações serão “alfabetizadas” nesse novo idioma.

Disponível em: http://www.clubemundo.com.br/ver.asp, acesso em 22 ago. 2008.

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Biocombustíveis: perguntas e respostas

Publicado por Sandro Meira em 14/08/2008

Site (Veja, abril de 2008) com 12 perguntas e respostas a respeito do aumento da produção e do consumo dos biocombustíveis, com enfoque ao caso brasileiro:

http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas_respostas/biocombustiveis_alimentos/index.shtml

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Fruto da Terra (sugestão de site)

Publicado por Sandro Meira em 14/08/2008

Para pesquisar sobre dados sociais, econômicos, ambientais e políticos dos países (que o seu grupo irá defender e os demais), veja o site do IBGE: http://www.ibge.gov.br/paisesat/.

Alguns dados não são atuais (geralmente são de 2004 e 2007). Isso ocorre pela dificuldade de se ter acesso às informações de vários países.

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Aspectos dos conflitos nas últimas décadas

Publicado por Sandro Meira em 14/08/2008

A desagregação da União Soviética e a unificação da Alemanha introduziram alterações profundas no cenário político europeu e mundial sem que houvesse guerra. A antiga Checoslováquia separou-se em dois países sem guerra. Embora a desintegração da Iugoslávia socialista tenha acontecido com grande violência e que conflitos e tensões geopolíticas continuem ocorrendo em várias regiões do Cáucaso (Chechênia, Geórgia) e da África subsaariana, estas são guerras razoavelmente localizadas, bem diferentes das “guerras globais”.Há uma certa rarefação do fenômeno guerra, embora isso não queira dizer que o nosso mundo esteja menos afetado pela violência que no passado, mas tornaram-se raras as guerras convencionais que opunham uma nação à outra. O balanço que se pode fazer dos conflitos nos últimos 25 anos mostra como foram escassas as guerras entre dois Estados.

Numerosos pontos de crise e zonas sensíveis, onde existiria probabilidade de conflito como entre as duas Coréias ou as duas Chinas, não redundaram em conflitos abertos. As poucas guerras de conquistas que se verificaram não tiveram resultados positivos, no sentido em que nenhum Estado agressor, nenhum país que teve a iniciativa de desencadear operações militares com intuitos de conquista, salvo exceções pouco significativas, alcançou seus objetivos.

No passado, a maioria das guerras tinha motivações territoriais, fossem litígios fronteiriços, fossem reivindicações de territórios, fossem ambições expansionistas e terminavam muitas vezes pela ocupação e submissão de uns povos a outros. Atualmente, a conquista territorial parece ter caído em desuso.

Isso ocorreu, por exemplo, quando no final da década de 1970, a Somália pretendeu conquistar a região do deserto de Ogaden da Etiópia, ou quando a Argentina tentou recuperar pela força as ilhas Malvinas então sob domínio britânico (1982), ou ainda quando o Iraque atacou o Irã para anexar a outra margem do Shatt-el-Arab (conflito que durou de 1980 a 1988) e, anos mais tarde quando o Iraque invadiu o Kuwait (1991). Mais recentemente, o mesmo aconteceu quando a Eritréia se dispôs a recuperar uma faixa de território dos etíopes (1998/2000). Em todos esses casos, as guerras fracassaram sem a vitória dos que iniciaram os conflitos.

Por outro lado, desde a China e o Vietnã até a Argélia e as colônias portuguesas da África, passando por Cuba e Nicarágua, as guerrilhas foram somando êxitos, numa dupla vertente que combinou lutas de libertação e de instauração de regimes revolucionários. Mas essa promessa deixou de se cumprir a partir da década de 1980. A revolução sandinista da Nicarágua parece ter sido o último episódio de uma “luta popular prolongada” vitoriosa. A partir de 1980 nenhum movimento de guerrilha chegou ao poder pela via armada, com exceção da Frente Popular de Libertação da Eritréia, a qual mesmo assim se submeteu a um referendo de legitimação.

Ao mesmo tempo, ocorreu um novo fenômeno: a guerrilha passou a ser usada, não mais pelas forças de esquerda como forma libertadora, mas por correntes denominadas contra-revolucionárias, apoiadas pelo governo norte-americano, como foram os casos dos “fedahins” no Afeganistão, da UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola) em Angola, da RENAMO (Resistência Nacional Moçambicana) em Moçambique e dos “contra” na Nicarágua.

Curiosamente, o conjunto destes conflitos armados teve como ponto comum a ausência de uma vitória militar. Eles não terminam graças a um triunfo de um dos lados, mas acabaram ou por via de negociação pacífica, por desfecho político, ou simplesmente por um intenso desgaste das partes em luta.

O levantamento de várias dezenas de guerrilhas espalhadas pelos diversos continentes nestas últimas duas décadas vem demonstrando que a proclamada força das armas não tem sido eficaz para a obtenção de vitórias militares. Essa conclusão mais o fato da relativa raridade dos conflitos interestatais parece nos levar a conclusão de que estamos diante a uma tendência relevante da conflitualidade em nosso tempo: o desgaste da violência armada tradicional como forma de resolução de conflitos.

É claro que o ataque às Torres Gêmeas e ao Pentágono, em setembro de 2001, e a invasão do Iraque por parte das forças norte-americanas e de países aliados em 2003, abriram novas perspectivas para análise da dinâmica dos conflitos contemporâneos. Mas, isso é assunto para um outro artigo.

 

Disponível em: http://www.clubemundo.com.br/revistapangea/show_news.asp?n=326&ed=4, acesso em 14 ago. 2008.

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Cenários geopolíticos no Oriente Médio

Publicado por Sandro Meira em 14/08/2008

Cenários geopolíticos no Oriente Médio

Apesar da dinâmica e do entrelaçamento dessas questões, que têm ainda como pano de fundo o interesse internacional nas enormes reservas petrolíferas dos países do Golfo Pérsico e o avanço do extremismo islâmico, pode-se tentar levantar alguns pontos que, ao que tudo indica, deverão ter continuidade nos próximos anos.

O primeiro deles é que os Estados Unidos continuarão a ser a potência com mais influência na região. Todavia, ela será menor do que já foi no passado, pois as políticas e estratégias norte-americanas para a região serão cada vez mais contestadas por outros atores da cena internacional, como a União Européia, a Rússia e a China.

O segundo é que o Irã parece cada vez mais se firmar como um dos Estados mais poderosos da região em virtude não só da riqueza fornecida pelo petróleo, mas também porque sua influência tem se fortalecido no Iraque e junto a grupos como o Hezbollah libanês e o Hamas palestino.

Já Israel, uma outra potência regional, tem dois grandes trunfos: o incondicional apoio dos sucessivos governos dos Estados Unidos e a posse de um arsenal nuclear. No entanto, continua sendo um “corpo estranho” numa região dominantemente árabe-muçulmana e não tem conseguido equacionar as relações com seus vizinhos árabes e muito menos buscar soluções satisfatórias com a população palestina. Esta situação representa um grande obstáculo para que se estabeleça um processo duradouro de paz na região.

Por outro lado, a situação do Iraque deverá permanecer caótica pelo menos nos próximos anos, o terrorismo continuará atuante na região e o Islã persistirá preenchendo o vazio político deixado pelo fracasso de modelos sócios econômicos ocidentais implementados sem sucesso por alguns dos governos de países da região. De maneira geral, os regimes dos países árabes continuaram mantendo-se com grande grau de autoritarismo.

Sob o ângulo econômico o petróleo, principal matéria-prima energética extraída na região, continuará apresentando preços cada vez mais elevados e, paradoxalmente, o comércio intra-regional permanecerá praticamente com pouca expressão.

Disponível em: http://www.clubemundo.com.br/revistapangea/show_news.asp?n=338&ed=4, acesso em 14 ago. 2008.

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Os biocombustíveis, o etanol e a fome no mundo

Publicado por Sandro Meira em 14/08/2008

No primeiro caso, estão as preocupações de caráter ambiental que derivam da crescente busca para a redução de emissões de gases que aceleram o efeito estufa. Quanto aos governos, a segurança energética relaciona-se com a redução da dependência da importação de petróleo, bem cada vez mais escasso e cujos principais países exportadores encontram-se em regiões com freqüentes instabilidades políticas. É nesse contexto que a experiência brasileira no uso do álcool derivado da cana-de-açúcar desperta a atenção mundial. Disponível em: http://www.clubemundo.com.br/revistapangea/show_news.asp?n=341&ed=4

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Olimpíada

Publicado por Sandro Meira em 14/08/2008

Texto que demonstra o caráter geopolítico verificado nos jogos olímpicos. Olimpíada

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VIAGEM DO CONHECIMENTO

Publicado por Sandro Meira em 13/08/2008

Atenção alunos inscritos no desafio da National Geographic: “Viagem do Conhecimento”.

O Colégio Mundo Novo conta com a sua participação e, para ter um melhor desempenho, acesse o site do concurso e leia as informações e dicas para se dar bem no desafio. http://www.viagemdoconhecimento.com.br/ 

Lembre-se: todo exercício que busque o conhecimento e o aprimoramento de sua capacidade intelectual não é em vão. BOA SORTE.

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Normas para Apresentação de Trabalhos Colégio Mundo Novo

Publicado por Sandro Meira em 12/08/2008

Arquivo com as normas técnicas para apresentação de trabalhos e confecção de relatórios do Colégio Mundo Novo. Para abrir é preciso ter o programa ADOBE READER (fácil de conseguir na internet; gratuito).

 Normas Mundo Novo (em pdf)

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Fruto da Terra

Publicado por Sandro Meira em 12/08/2008

Atenção alunos que foram convidados (na verdade, convocados) a participar do Fruto da Terra-2008 do Colégio Mundo Novo.  

Eu, o prof. Luiz (história e filosofia), o prof. Leandro (História) e o prof. Leandro (português), estamos trabalhndo num projeto com o tema: “A Revolução Técnico-científica e a Tolerância Cultural no século XXI”, no qual pretendemos fazer um trabalho semelhante a um Congresso Científico, com palestra sobre a diversidade cultural (islamismo, budismo e cristianismo), video-conferência sobre um determinado assunto de filosofia e debate entre os alunos (simulando uma reunião da Organização Mundial do Comércio, como a que ocorreu em Genebra neste ano, parte da Rodada Doha).

Contamos com a colaboração e empenho de todos os envolvidos para que o trabalho tenha sucesso.

Maiores esclarecimentos, favor entrar em contato conosco diretamente no colégio ou por e-mail (msn).

Um abraço.

Prof. Sandro Meira.

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Geórgia

Publicado por Sandro Meira em 12/08/2008

Um novo drama se estabelece no Cáucaso. A Geórgia, ex república soviética, se depara com um velho problema: movimentos separatistas, que contaminam vários países europeus e apresentam uma insegurança que parece não ter fim. Veja a opinião sobre esse assunto de um dos autores do Livro: “A História das Guerras” (organizado por um dos maiores especialistas em geopolítica do Brasil: Demétrio Magnoli), Willian Waack (apresentador e comentarista da Globo). Geórgia e Ossétia do Sul

Veja também o site da Revista ”Horizonte Geográfico” sobre esse assunto: http://www.edhorizonte.com.br/revista/index.php?acao=exibirMateria&obj=Site&materia[id_materia]=336&edicao[id_edicao]=27

Veja aqui a cronologia das relações entre a Geórgia e a Ossétia do Sul: Cronologia Leia o resto deste post »

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Rodada Doha

Publicado por Sandro Meira em 12/08/2008

Texto explicativo sobre a Rodada Doha e a Conferência Ministerial de Genebra. Rodada Doha

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Aquecimento Global

Publicado por Sandro Meira em 11/08/2008

Perguntas e respostas interessantes sobre o aquecimento global, publicado na Veja em maio de 2008. Aquecimento global

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