Bicho Geográfico

Blog sobre Atualidades e Geografia

Posts de Setembro, 2008

Devastação da Amazônia

Publicado por Sandro Meira em 30/09/2008

Dobra devastação na Amazônia, mostra Inpe

Da Agência Estado

O tamanho da área desmatada na Amazônia em agosto foi mais que o dobro do de julho. Em agosto, foram devastados 756 km² de floresta na Amazônia, contra 323 km² em julho. Esse dado foi apresentado hoje pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que divulgou o resultado do levantamento de desmatamento na Amazônia Legal feito pelo sistema de satélites Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real).

 Desse total, foi registrado um índice de 435 km² de área desmatada no Pará e 229 km² no Mato Grosso. O número de agosto ainda é menor que o registrado nos meses de junho, maio e abril, este o pior de 2008 segundo o Deter, quando a Amazônia perdeu em 30 dias 1.124 km². Hoje [29/10], o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, irá divulgar uma lista com os nomes dos maiores desmatadores da Amazônia e ainda comentará os índices registrados em agosto pelo Inpe.

Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL777784-5598,00-DOBRA+DEVASTACAO+NA+AMAZONIA+MOSTRA+INPE.html, acesso em  30 set. 2008.

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Crise nos EUA o pacote econômico

Publicado por Sandro Meira em 30/09/2008

Entenda porque o pacote de ajuda financeira de US$ 700 bilhões foi rejeitado ontem pelo Congresso americano: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/09/080930_pacote_analise_dg.shtml

e os efeitos do pacote econômico em: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL781050-9356,00.html

Veja a situação do Brasil diante da crise no EUA em: http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=7&i=2249

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Leite adulterado na China (BBC)

Publicado por Sandro Meira em 30/09/2008

A polícia da China prendeu 22 pessoas suspeitas de produzir melamina – a substância encontrada em laticínios adulterados que provocaram a morte de quatro bebês e deixado outros 50 mil doentes.

As pessoas detidas são acusadas de introduzir a substância, usada para a fabricação de plástico, na cadeia de distribuição do leite.

A polícia realizou batidas em fazendas de produção de leite e laticínios na província de Hebei, no norte do país, e confiscou mais de 220 quilos de melamina.

Produtos chineses manufaturados com leite foram alvo de recall em todo o mundo.

A agência de notícias da China, Xinhua, disse que, das 22 pessoas detidas, 19 eram gerentes de 17 fazendas de gado, pastagem e de usinas para a venda de leite.

Mais de 800 policiais participaram da operação, realizada em 41 locais em Shijiazhuang, capital de Hebei, de acordo com a Xinhua.

De acordo com a polícia, a melamina foi produzida em fábricas clandestinas e vendida para fazendas de gado e usinas de venda de leite.

Segundo a Xinhua, uma das pessoas detidas estava produzindo “proteína em pó” contendo melamina desde o ano passado.

Um outro suspeito disse que o leite que ele fornecia sempre foi rejeitado pela Sanlu, a empresa onde o leite tóxico foi descoberto pela primeira vez no mês passado e que tem sua sede em Shijiazhuang.

Ele afirmou que foi instruído a acrescentar melamina no produto, como forma de aumentar a proporção de proteína no leite – o que o ajudaria a passar no teste da Sanlu.

Fórmula

Milhares de crianças foram hospitalizadas com problemas renais e quatro crianças morreram depois de beber leite em fórmula contaminado com melanina.

A indústria do leite na China está à beira do colapso e os importadores de alimentos contendo leite e derivados.

O Ministério do Comércio de Mianmar também se uniu aos países que estão realizando recall e barrou a entrada de produtos chineses que contém leite desde a semana passada, de acordo com o semanário Myanmar Times.

A China é o maior parceiro comercial de Mianmar.

Mais de uma dúzia de países asiáticos e africanos, além de 27 países-membros da União Européia, tomaram medidas para proibir ou limitar o consumo de produtos chineses importados que possuem leite em sua fórmula.

Cinco crianças em Hong Kong, uma em Macau e quatro pessoas em Taiwan teriam desenvolvido pedras nos rins depois de consumir produtos chineses contaminados.

As autoridades estão tentando restaurar a reputação dos fabricantes chineses através de uma reforma ampla do sistema de coleta de leite do país, disse o jornal China Daily.

O governo chinês disse que está enfrentando o problema com franqueza, mas organizações de direitos humanos dizem que a cobertura jornalística do escândalo está sendo controlada, e aqueles que desejam ajudar as vítimas estão sendo intimidados.

Segundo a rede de ativistas pelos direitos humanos China Human Rights Defenders, o governo central ordenou que toda a mídia chinesa siga a linha oficial sobre o assunto, impedindo a exposição de problemas profundos que existem no sistema.

Especialistas dizem que a ingestão de pequenas quantidades de melamina não prejudicam a saúde, mas o uso constante pode provocar problemas renais, especialmente em crianças.

Disponível em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/09/080930_leitechinaprisoes.shtml, acesso em 30 set. 2008.

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Mais de 140 morrem pisoteados em templo na Índia (BBC)

Publicado por Sandro Meira em 30/09/2008

Pelo menos 147 pessoas morreram pisoteadas e outras 150 ficaram feridas nesta terça-feira em um templo hindu na cidade de Jodhpur, no estado indiano do Rajastão, ao norte do país.

Milhares de devotos estavam reunidos desde a madrugada no templo Chamunda Devi, localizado no topo de uma montanha, para acompanhar o início do festival hindu de Navaratra.

 

Durante a temporada de festivais hindus, muitas pessoas se reúnem nos templos em todo o país, muitas vezes com pouco ou nenhum esquema de monitoramento ou controle da segurança das multidões presentes nos locais.

Ainda não está claro como o tumulto começou, mas alguns relatos dão conta de que uma das paredes do templo desmoronou, causando pânico e corre-corre.

Centenas de fiéis desceram correndo do templo chocando-se que os outros que estavam embaixo participando do festival.

Os devotos estavam reunidos para o festival Navaratra

Sem equipes de emergência no local, muitas pessoas tentavam ressuscitar as outras no local.

Segundo o correspondente da BBC no sul asiático Chris Morris, as imagens da televisão local mostram dezenas de corpos no chão no templo.

Morris disse que incidentes desse tipo acabam provocando um número alto de mortos por causa do grande número de devotos que se reúnem para as celebrações religiosas nos templos.

Em agosto, 140 pessoas morreram pisoteadas em um templo localizado no estado de Himachal Pradesh, também ao norte do país.

Disponível em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/09/080930_indiamortesatualiza_fp.shtml, acesso em 30 set. 2008.

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PNAD 2007 – novos dados

Publicado por Sandro Meira em 24/09/2008

Novos dados da PNAD 2007 foram divulgados esta semana pelo IBGE.

Dados mostram as características da populalção brasileira sobre: renda, desigualdade, fecundidade, expectativa de vida, trabalho  infantil, escolaridade e cotas nas universidades.

 

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População brasileira chega a quase 190 milhões de pessoas

Os 5.565 municípios brasileiros têm atualmente 189,6 milhões de habitantes e a capital paulista é a mais populosa, com 10,9 milhões de pessoas. É o que mostra a pesquisa Estimativas Populacionais 2008, divulgada nesta sexta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo indica que no segundo lugar do ranking dos municípios mais populosos do país aparece o Rio de Janeiro, com 6,1 milhões de habitantes, e, em seguida, Salvador, com 2,9 milhões.

Belo Horizonte, que no ano 2000 ocupava o quarto lugar, agora está na sexta posição. A capital mineira foi ultrapassada pelo Distrito Federal, que neste ano atingiu uma população de 2,5 milhões de pessoas. Fortaleza manteve nos últimos oito anos o quinto lugar na lista.

A pesquisa mostra que, na outra ponta, está o município de Borá, em São Paulo, que continua com a menor população do país, estimada em 834 habitantes, apenas 39 a mais do que em 2000. Dentre os cinco municípios brasileiros com menos de mil habitantes em 2000, somente Borá e a cidade mineira de Serra da Saudade (com 889 habitantes) continuaram nessa posição em 2008. A pesquisa divulgada hoje inclui o novo município de Nazária (PI).

De acordo com o IBGE, para os novos resultados populacionais foi utilizada uma metodologia que conciliou os dados do censo com os componentes demográficos, o que permitiu avaliar e até corrigir informações sobre o volume e a composição da população por sexo e idade.

Os dados foram divulgados na edição de hoje do Diário Oficial da União. Segundo o IBGE, as prefeituras têm 20 dias, a contar da publicação, para reclamar das informações contidas no estudo. Depois desse prazo, o IBGE tem até o dia 31 de outubro para encaminhar as estimativas ao Tribunal de Contas da União (TCU). 

Disponível em: http://www.correiodobrasil.com.br/noticia.asp?c=142849, acesso em 24 set. 2008.

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O “novo” Neoliberalismo ou o “velho” Keynesianismo?

Publicado por Sandro Meira em 23/09/2008

É um ”novo” Neoliberalimo ou o “velho” Keynesianismo?

Como diz o velho molusco: Perguntem ao Bush!

 

Em 1929, com a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, o governo americano acabou com o liberalismo econômico e pôs em prática o Estado Keynesiano (interventor), com o New Deal (Novo Acordo) de Franklin Delano Roosevelt. No final dos anos 1980, Thatcher e Reagan voltaram com o Liberalismo (Neoliberalismo) e, por meio do Consenso de Washington (1989), estimularam a América Latina (já “livre” do socialismo soviético) a adotar o novo sistema que permitia a abertura comercial, com a redução das barreiras fiscais e alfandegárias, e facilitava a entrada de produtos importados dos países desenvolvidos, além da “festa” das privatizações e concessões.

Com a crise econômica atual, os EUA voltam a falar em Estado interventor e agem como tal, quando liberam bilhões para tentar salvar  o sistema de crédito e seguros que “faliram” devido às inadimplências do setor imobiliário.

É uma situação para fazer qualquer economista ou estudioso do assunto rasgar seus diplomas. Afinal, temos um “novo” neoliberalismo ou um velho “keynesianismo” disfarçado de “novo”? (não leia essa expressão como sinônimo de novamente)

Que as redundâncias, pleonasmos, contradições, circunlóquios, incoerências etc.  do dia-a-dia se resolvam por si só. Ou é melhor que alguém intervenha?

FUI……………..

Disponível em: http://www.chargeonline.com.br/, acesso em 24 set. 2008.

 

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O Petróleo “é nosso”

Publicado por Sandro Meira em 23/09/2008

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Ranking da Corrupção

Publicado por Sandro Meira em 23/09/2008

Brasil, com nota 3,5, está no 80º melhor lugar entre 180 países.
Dinamarca, Suécia e Nova Zelândia são os países menos corruptos.

O Brasil aparece em 80º lugar no ranking de corrupção divulgado nesta terça-feira (23), em Berlim, pela ONG Transparência Internacional (TI).

 

Desde 1995, a ONG publica todo ano um índice de percepções da corrupção (CPD) classificando 180 países segundo a análise de um grupo internacional de empresários, especialistas e universitários.

O índice vai de 10 para um Estado considerado “limpo” a zero para um Estado “corrupto”. O Brasil tem nota 3,5. Veja a seguir o ranking da organização:

1. Dinamarca 9.3

45. R. Tcheca 5.2

85. Índia 3.4

134. Comores 2.5

1. Suécia 9.3

47. Malásia 5.1

92. Argélia 3.2

134. Ucrânia 2.5

1. Nova Zelândia 9.3

47. Costa Rica 5.1

92. Bósnia Herzegóvina 3.2

138. Paraguai 2.4

4. Cingapura 9.2

47. Hungria 5.1

92. Sri Lanka 3.2

138. Libéria 2.4

5. Finlândia 9.0

47. Jordânia 5.1

92. Lesoto 3.2

138. Tonga 2.4

5. Suíça 9.0

47. Cabo Verde 5.1

96. Gabão 3.1

141. Iêmen 2.3

7. Islândia 8.9

52. Eslováquia 5.0

96. Mali 3.1

141. Camarões 2.3

7. Holanda 8.9

52. Letônia 5.0

96. Jamaica 3.1

141. Irã 2.3

9. Austrália 8.7

54. África do Sul 4.9

96. Guatemala 3.1

141. Filipinas 2.3

9. Canadá 8.7

55. Seicheles 4.8

96. Benin 3.1

145. Cazaquistão 2.2

11. Luxemburgo 8.3

5. Itália 4.8

96. Kiribati 3.1

145. Timor Leste 2.2

12. Áustria 8.1

57. Grécia 4.7

102. Tanzânia 3.0

147. Síria 2.1

12. Hong Kong 8.1

58. Turquia 4.6

102. Líbano 3.0

147. Bangladesh 2.1

14. Alemanha 7.9

58. Lituânia 4.6

102. Ruanda 3.0

147. Rússia 2.1

14. Noruega 7.9

58. Polônia 4.6

102. República Dominicana 3.0

147. Quênia 2.1

16. Irlanda 7.7

61. Namíbia 4.5

102. Bolívia 3.0

151. Laos 2.0

16. Reino Unido 7.7

62. Samoa 4.4

102. Djibuti 3.0

151. Equador 2.0

18. EUA 7.3

62. Croácia 4.4

102. Mongólia 3.0

151. Papua Nova Guiné 2.0

18. Japão 7.3

62. Tunísia 4.4

109. Armênia 2.9

151. Tadjiquistão 2.0

18. Bélgica 7.3

65. Kuwait 4.3

109. Belize 2.9

151. República da África Central 2.0

21. Santa Lúcia 7.1

65. Cuba 4.3

109. Argentina 2.9

151. Costa do Marfim 2.0

22. Barbados 7.0

67. Gana 3.9

109. Vanuatu 2.9

151. Belarus 2.0

23. França 6.9

67. Geórgia 3.9

109. Ilhas Salomão 2.9

158. Azerbaijão 1.9

23. Chile 6.9

67. El Salvador 3.9

109. Moldávia 2.9

158. Burundi 1.9

23. Uruguai 6.9

70. Romênia 3.8

115. Mauritânia 2.8

158. Congo 1.9

26. Eslovênia 6.7

70. Colômbia 3.8

115. Maldivas 2.8

158. Serra Leoa 1.9

27. Estônia 6.6

72. Bulgária 3.6

115. Nigéria 2.8

158. Venezuela 1.9

28. Espanha 6.5

72. Macedônia 3.6

115. Malauí 2.8

158. Guiné Bissau 1.9

28. Qatar 6.5

72. Peru 3.6

115. Zâmbia 2.8

158. Angola 1.9

28. São Vicente e Granadinas 6.5

72. México 3.6

115. Egito 2.8

158. Gâmbia 1.9

31. Chipre 6.4

72. China 3.6

121. Togo 2.7

166. Uzbequistão 1.8

32. Portugal 6.1

72. Suriname 3.6

121. Vietnã 2.7

166. Turcomenistão 1.8

33. Israel 6.0

72. Trinidade e Tobabo 3.6

121. Nigéria 2.7

166. Zimbábue 1.8

33. R. Dominicana 6.0

72. Suazilândia 3.6

121. Sao Tomé e Príncipe 2.7

166. Camboja 1.8

35. Emirados Árabes Unidos 5.9

80. Burkina Faso 3.5

121. Nepal 2.7

166. Quirguistão 1.8

36. Botsuana 5.8

80. Brasil 3.5

126. Indonésia 2.6

171. República Democrática do Congo 1.7

36. Porto Rico 5.8

80. Arábia Saudita 3.5

126. Honduras 2.6

171. Guiné Equatorial 1.7

36. Malta 5.8

80. Tailândia 3.5

126. Etiópia 2.6

173. Guiné 1.6

39. Taiwan 5.7

80. Marrocos 3.5

126. Uganda 2.6

173. Chade 1.6

40. Coréia do Sul 5.6

85. Senegal 3.4

126. Guiana 2.6

173. Sudão 1.6

41. Maurício 5.5

85. Panamá 3.4

126. Líbia 2.6

176. Afeganistão 1.5

41. Omã 5.5

85. Sérvia 3.4

126. Eritréia 2.6

177. Haiti 1.4

43. Macau 5.4

85. Montenegro 3.4

126. Moçambique 2.6

178. Iraque 1.3

43. Bahrein 5.4

85. Madagascar 3.4

134. Nicarágua 2.5

178. Mianmar 1.3

45. Butão 5.2

85. Albânia 3.4

134. Paquistão 2.5

180. Somália 1.0

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL770206-5602,00.html, acesso em23 set. 2008. Organizado por: Sandro Meira.

 

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Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio-PNAD

Publicado por Sandro Meira em 18/09/2008

Veja alguns dados da PNAD 2007, divulgados pelo IBGE nesta semana: pnad_2007

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgados nesta quinta-feira (18) pelo IBGE, indicam que o país superou o índice de 20% de residências com acesso à internet. Nas regiões Norte e Nordeste, no entanto, o índice não chega a 10%. Apenas 8,2% das casas no Norte, e 8,8% no Nordeste, possuem acesso à rede mundial de computadores.
De acordo com a Pnad, pouco mais de 11,3 milhões de moradias brasileiras, ou 20,2% do total, têm computadores ligados à web. O número é quase três vezes maior do que o resultado constatado em 2001, de 4 milhões. Na pesquisa anterior, com dados de 2006, eram 16,9% as residências ligadas à rede.
A região mais privilegiada neste quesito do Pnad é a Sudeste, onde está mais da metade das casas brasileiras com computador – 8,7 milhões, de um total de 15 milhões. Enquanto 34% das residências nos estados de Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo possuem computador, 27,4% possuem acesso à internet. O Sul, com 24%, e o Centro-Oeste, com 18,4%, vêm a seguir.
A unidade da Federação mais “plugada” é o Distrito Federal, onde quase uma a cada duas casas possuem computador. São 48,8%, mas os dados separados por estado não indicam qual a porcentagem destes computadores que estão ligados à rede.

 Em São Paulo, 39,5% das casas têm microcomputadores. No Maranhão, pior estado neste quesito do Pnad, o índice é de apenas 8%. 

Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL764097-6174,00-INTERNET+CHEGA+A+DAS+CASAS+MAS+VE+BURACO+NEGRO+NO+NORTE+E+NORDESTE.html, acesso em 18 set. 2008.

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Como a crise dos EUA atinge o Brasil

Publicado por Sandro Meira em 17/09/2008

Eis como a crise mundial chega ao Brasil, em primeiro lugar. Aliás, já chegou: pela falta e/ou encarecimento de capitais e financiamentos para novos investimentos.

Um exemplo que interessa diretamente: as empresas brasileiras que já ganharam licitações da Petrobrás para a construção de navios e sondas de exploração de petróleo estão, neste momento, negociando financiamentos de bancos internacionais.

Segundo reportagem do jornal “Valor Econômico” de hoje, bancos estrangeiros suspenderam, provisoriamente, por enquanto, operações para financiar R$ 12 bilhões – operações que já estavam em andamento.

Isso porque, no mercado internacional, a taxa de juros pela qual os bancos captam dinheiro subiu fortemente, pela simples razão de que há menos dinheiro disponível.

Eis um exemplo da alta dos juros. A companhia brasileira Braskem fechou recentemente um financiamento internacional, pagando taxa de juros de 1,75% ao ano acima da Libor, taxa de juros que os bancos cobram entre si no mercado de Londres. É a taxa de referência. Pois bem, no empréstimo que fez à seguradora AIG, o Fed, banco central dos EUA, cobrou Libor mais 8,5% ao ano.

Outro exemplo: o risco Brasil, que havia caído para 190 pontos, subiu para perto dos 350 pontos – isso significa que as empresas brasileiras, ao tomarem empréstimos externos, pagam agora a taxa de juros dos títulos americanos, mais 3,5% ao ano, contra 1,9% antes da crise.

Para um país que necessita de capitais para novos investimentos – e que não os tem no país – a crise financeira internacional afeta , e muito.

Disponível em: http://colunas.g1.com.br/sardenberg/2008/09/17/crise-afeta-o-brasil-e-muito/, acesso em 17 set. 2008.

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UNASUL

Publicado por Sandro Meira em 13/09/2008

UNASUL – UNIÃO DAS NAÇÕES SUL-AMERICANAS

  

1) O que é a Unasul?

A Unasul (União das Nações Sul-americanas) reúne os doze países da América do Sul e visa aprofundar a integração da região.

Por suas riquezas naturais, a América do Sul é importante internacionalmente como um dos principais centros produtores de energia e de alimentos do planeta. Chile e Peru são ainda dois dos principais endereços da indústria mineradora no mundo.

 

02) Como a Unasul nasceu?

A iniciativa da criação de um órgão nos moldes da Unasul foi apresentada, oficialmente, numa reunião regional, em 2004, em Cusco, no Peru.

O projeto recebeu o nome de Casa (Comunidade Sul-Americana de Nações), mas o nome foi modificado para Unasul durante a Primeira Reunião Energética da América do Sul, realizada no ano passado [2007] na Venezuela.

O nome Unasul – Unasur para os países de língua espanhola – surgiu depois de críticas do presidente venezuelano Hugo Chávez ao que ele chamou de lentidão da integração.

 

03) Quais serão os principais objetivos deste novo organismo?

Os principais objetivos serão a coordenação política, econômica e social da região.

Com a Unasul, espera-se avançar na integração física, energética, de telecomunicações e ainda nas áreas de ciência e de educação, além da adoção de mecanismos financeiros conjuntos.

 

04) O que se define em Brasília?

A partir desta reunião, a Unasul passa a ter personalidade política própria e, na prática, passará a ser um organismo internacional.

Ou seja, não se limitará mais a um fórum de debates, mas incluirá a possibilidade de serem adotadas medidas conjuntas.

Os presidentes assinam esta formalização nesta sexta-feira [23/05/2008], mas para que Unasul comece a funcionar como organismo internacional o texto ainda precisa ser ratificado pelos congressos de nove dos doze países.

 

05) O que mais é discutido em Brasília?

Os líderes regionais estão discutindo também a criação do Conselho de Defesa da América do Sul. A idéia foi apresentada oficialmente pelo Brasil, mas é rejeitada pela Colômbia.

A iniciativa ganhou força no início deste ano, depois da crise envolvendo Venezuela, Colômbia e Equador, provocada por uma ação militar colombiana contra as Farc em território equatoriano.

 

06) Além do Conselho, que outras bases internas da Unasul poderão surgir?

Existe o plano de criação do Parlamento único da Unasul, mas não há nenuma expectativa de que a idéia seja colocada em prática em um futuro próximo.

A Unasul terá ainda uma secretaria permanente que deverá ser em Quito, no Equador.

 

07) Qual o tamanho da Unasul?

Os países que farão parte do grupo têm cerca de 360 milhões de habitantes e, de acordo com dados da Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe), tinham um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 2,5 trilhões em 2006.

Ainda de acordo a Cepal, só o PIB do Brasil era de US$ 1,06 trilhão em 2006. Em 2007, o PIB do Brasil foi de US$ 1,3 trilhão.

Mas este é um grupo desigual, que conta com 180 milhões de habitantes do Brasil e três milhões do Uruguai, por exemplo. 

 

08) Quais são os desafios da Unasul?

Num primeiro momento, os governos parecem ter expectativas diversas sobre os resultados reais da Unasul.

O ministro das Relações Exteriores do Chile, Alejandro Foxley, disse que seu país tem três principais interesses nessa integração: energia, infra-estrutura e uma política comum de inclusão social.

Por sua vez, o chanceler boliviano, David Choquehuanca, afirmou que a Bolívia espera que a Unasul não se limite às questões comerciais e trate da “união dos povos”.

Mas talvez o principal desafio da Unasul será colocar em prática suas medidas, como a integração energética, já que hoje o desafio entre quatro países – Brasil, Argentina, Bolívia e Chile – ainda não foi resolvido.

Questões bilaterais – ou trilaterais – também estão na lista de desafios da região.

Disputas territoriais entre Chile e Peru, da época da Guerra do Pacífico, no século 19, estão hoje no Tribunal Internacional de Haia. A Bolívia reinvidica do Chile uma saída para o mar, perdida na mesma guerra do Pacífico.

Venezuela, Equador e Colômbia travam, desde março, uma disputa envolvendo as Farc (grupo guerrilheiro mais antigo do mundo, com mais de 40 anos) que ainda não teve conclusão.

 

09) Quais são os próximos passos?

No sistema de presidência temporária e rotativa, a próxima presidência caberia à Colômbia, que abriu mão do direito, que passará ao Chile.

Nos termos do Tratado, a Unasul terá como órgãos deliberativos um Conselho de Chefes de Estado e de Governo, um Conselho de Ministros de Relações Exteriores e um Conselho de Delegados.

Haverá reuniões anuais de chefes de Estado e de Governo e reuniões semestrais do Conselho de Ministros de Relações Exteriores.

  

 

Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL534155-5602,00-ENTENDA+O+QUE+E+A+UNASUL.html, acessado em 13 set. 2008.

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Crise na Bolívia

Publicado por Sandro Meira em 12/09/2008

Entenda o conflito interno atual da Bolívia e a sua crise com os EUA no site da globo.com: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL757093-5602,00-EM+APOIO+A+BOLIVIA+CHAVEZ+EXPULSA+EMBAIXADOR+AMERICANO+NA+VENEZUELA.html

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Cresce número de mulheres chefiando famílias no Brasil

Publicado por Sandro Meira em 09/09/2008

Pesquisa do Ipea compara dados entre 1993 e 2006.
Estudo revela desigualdade de gêneros e raças em aspectos sociais.

Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (9) pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), realizada em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), aponta que o número de famílias de qualquer arranjo chefiadas por mulheres passou de 7.288.115 (19,7%), em 1993, para 15.748.829 (28,8%), em 2006.

No mesmo período, o número absoluto de famílias formadas por casais com filhos e chefiadas por mulheres passou de 247.795 (3,4%) para 2.235.233 (14,2%). Ainda de acordo com a pesquisa, nas áreas rurais, 14,6% dos lares com filhos são chefiados por mulheres, menos da metade dos 31,3% encontrados nas áreas urbanas.

A terceira edição da pesquisa “Retrato das desigualdades de gênero e raça” compara dados das Pesquisas Nacionais por Amostras de Domicílio (Pnad) 1993 a 2007. O estudo é realizado pelo Ipea desde 2005 e revela a realidade de brancos, negros, homens e mulheres do Brasil, e as mudanças ocorridas na última década. Entre os temas abordados estão população, educação, saúde, mercado de trabalho e distribuição e desigualdade de renda.

Desigualdades de raça

O estudo também aponta que ainda há uma grande desigualdade entre brancos e negros. A pesquisa revela que negros e negras estão menos presentes nas escolas. Eles apresentam médias de anos de estudo inferiores e taxas de analfabetismo superiores.

No ensino fundamental, a taxa de escolarização líquida (que mede a proporção da população matriculada no nível de ensino adequado à sua idade) para a população branca, em 2006, era de 95,7% e de 94,2% entre os negros. No ensino médio, essas taxas correspondem, respectivamente, a 58,4% e 37,4%.

A participação dos negros no mercado de trabalho e a diferença dos salários na comparação com os trabalhadores brancos também foi alvo do estudo. Em 2006, os negros recebiam R$ 502, em média, por mês, contra R$ 986,50 dos brancos.

Os pequisadores afirmam que os negros entram mais cedo no mercado de trabalho e saem mais tarde. A taxa de participação no mercado da população negra de 10 a 15 anos em 2006 era de 15%. Entre os brancos, era de 11,6%.

Já entre a população negra com 60 anos ou mais, 34,7% encontravam-se ocupados ou desocupados em 2006, comparados a 29,3% da população branca na mesma faixa etária.

Na comparação do acesso aos bens de consumo, itens como geladeira, máquina de lavar e televisão são mais comuns em casas de brancos do que de negros. Cerca de 75% da população branca não possui freezer. Entre os negros esse índice corresponde a 89,3%. Entre os que não possuem telefone, os negros saem novamente na frente, com 67,4% e 43,9% dos brancos.

Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL752798-5598,00-CRESCE+NUMERO+DE+MULHERES+CHEFIANDO+FAMILIAS.html, acesso em 09 set. 2008.

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Império Russo e CEI

Publicado por Sandro Meira em 08/09/2008

Uma linha no mapa

 

Muito antes da existência da URSS, a Rússia traçou uma fronteira de segurança que situa-se além de sua fronteira política. Ao longo de séculos, forças armadas russas estabeleceram-se no “talude” estratégico delimitado pelas duas fronteiras. Na Europa, a construção do “talude” deve-se a Pedro I, entre 1689 e 1725, com a conquista de Kiev e do vale do Dnieper, na Ucrânia e Belarus, que foi o berço do Estado russo original. Na segunda metade do século 18, Catarina II alargou-o, conquistando a Criméia turca e a Lituânia polonesa. No início do século seguinte seriam implantados os “taludes” do Cáucaso e da Ásia Central muçulmana.

A aventura imperial não teve um sentido puramente territorial. Desde a queda de Constantinopla, a Rússia definiu-se como a “Terceira Roma” e engajou-se no “destino manifesto” de expansão da civilização cristã. O parêntesis soviético não apagou a velha chama. Sob os auspícios da TV estatal russa, Tikhon Shevkunov, superior do mosteiro de Sretensky e confessor de Putin, produziu o documentário “A destruição do império: uma lição bizantina”, que a pretexto de investigar a destruição de Bizâncio delineia um programa de restauração da Grande Rússia. Exibido com grande sucesso de público, o filme encontra na cooperação com o Ocidente as fontes da doença que envenenou a “Segunda Roma” e aponta no saque das riquezas de Bizâncio e na usura dos judeus as origens do capitalismo ocidental. A mensagem evidente da contrafação histórica de Shevkunov é que a Rússia deve resistir à ofensiva do Ocidente, fechar-se às influências corruptoras e proteger o patrimônio territorial legado por Pedro e Catarina.

Mesmo nos tempos de Boris Yeltsin, os russos não esconderam a regra do jogo. Na hora da implosão da URSS, Moscou traçou a sua linha vermelha no mapa, circundando a Comunidade de Estados Independentes (CEI). A CEI jamais existiu para qualquer finalidade que não fosse a de evidenciar a presença perene de uma fronteira estratégica. Os russos irritaram-se com a decisão de Bill Clinton de incorporar à OTAN os países do antigo bloco soviético e os Estados Bálticos, gemeram diante dos sucessivos cortes de tesoura que amputaram a Sérvia e clamam aos céus contra a instalação de mísseis anti-mísseis americanos na Polônia e República Tcheca. Mas nada disso equivale a avançar sobre o “Exterior Próximo”, que é como o Kremlin nomeia o “talude” de repúblicas da CEI. Bush devia saber – ou alguém precisava ter lhe contado.
Putin e os seus não acreditam em levantes democráticos. Em 2003, na Geórgia, a “revolução das rosas” transferiu o poder para o pró-ocidental Mikheil Saakashvili. No ano seguinte, a “revolução laranja”, que sacudiu a Ucrânia e gerou o governo também pró-ocidental de Viktor Yuschenko, foi interpretada em Moscou como uma conspiração americana contra o berço ancestral da Rússia. Inebriados pelos sucessos efêmeros no Iraque, os neoconservadores imaginaram que se abriam os portais para um novo avanço tentacular da OTAN. Agora, eles reagem com uma cacofonia impotente de dor e fúria.

Quando Saakashvili moveu suas tropas para dentro da região separatista da Ossétia do Sul, ele jogava no tabuleiro da geopolítica acreditando que tinha o respaldo de Washington. A contra-ofensiva da Rússia, que destroçou as forças georgianas e brutalmente atingiu cidades e civis, obedeceu ao mesmo paradigma da realpolitik. Depois de tudo feito, os atores transferiram-se para o tabuleiro dos princípios e encenaram uma farsa que ainda prossegue. Saakashvili invocou a soberania nacional. Bush e John McCain ecoaram suas palavras, subitamente esquecidos de que o mesmo argumento emanou de Slobodan Milosevic quando se tratava de Kosovo. Putin, de seu lado, invocou o direito de autonomia dos ossétios do sul, muitos dos quais ganharam recentemente passaportes russos, e ouviu do ministro do exterior sueco que uma justificativa similar foi utilizada um dia por Hitler.

A simetria é digna de nota. Nos Bálcãs, Washington ergueu a velha divisa de Woodrow Wilson e sustentou a separação da província sérvia de Kosovo sobre a base do “direito das nacionalidades”. No Cáucaso, por coerência, precisaria defender o direito dos ossétios do sul à independência, mas preferiu proclamar os direitos soberanos da Geórgia. Moscou, que nunca admitiu o princípio wilsoniano e denunciou a espoliação da soberania sérvia, descobriu agora um direito dos povos superior à vontade dos Estados.

Apesar de tudo, a simetria é incompleta. Sob o patrocínio dos EUA e da União Européia, Kosovo foi proclamado um país soberano. Moscou não pretende promover a independência da Ossétia do Sul ou a sua fusão com a república russa da Ossétia do Norte. As duas alternativas abririam um perigoso precedente wilsoniano no Cáucaso setentrional russo, onde se situa a Chechênia, e sobretudo eliminariam um motivo crucial para a presença de tropas russas na Geórgia. No fim das contas, Moscou acredita mesmo é na soberania do Estado – ou, para ser exato, na exclusiva soberania da Grande Rússia no seu “Exterior Próximo”.

O jogo já pode recomeçar. Todos os jogadores agora conhecem as regras. (Demétrio Magnoli, disponível em: http://www.clubemundo.com.br/ver.asp, acesso em 08 set. 2008)

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MERCOSUL

Publicado por Sandro Meira em 08/09/2008

Brasil e Argentina formalizam acordo para trocas comerciais em real e peso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, formalizaram nesta segunda-feira (8) o acordo para que as trocas comerciais entre os dois países passa a ser feitas em reais e pesos argentinos.

Hoje, as empresas precisam firmar contratos de câmbio em dólar com os bancos para exportar seus produtos ao país vizinho. Com o acordo, o comércio exterior entre Brasil e Argentina será simplificado e a diferença entre a cotação das duas moedas será compensada pelos bancos centrais dos dois lados.

Segundo a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, até o final de setembro os bancos centrais do Brasil e da Argentina farão testes no sistema de compensação. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a partir de 3 outubro, as empresas já poderão fechar contratos de exportação em moeda local. Mas as trocas em moeda local não são obrigatórias.

Brasil e Argentina assinaram também um protocolo de intenções para construção da usina binacional de Garabi, no rio Uruguai. A partir de agora começam os estudos de viabilidade técnica e financeira da obra. Não há prazo para contratação do financiamento para o empreendimento e nem para começo das obras.

Lula e Cristina também assinaram outro protocolo de intenções para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco de Investimento e Comércio Exterior da Argentina (BICE) priorizem financiamentos de obras que sejam complementares para a integração regional entre os dois países. O protocolo não prevê troca de investimentos dos bancos nos países.

Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL752073-9356,00-BRASIL+E+ARGENTINA+FORMALIZAM+ACORDO+PARA+TROCAS+COMERCIAIS+EM+REAL+E+PESO.html, acesso em 08 set.2008.

 

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Diminuição do Desmatamento da Amazônia

Publicado por Sandro Meira em 05/09/2008

O desmatamento na Amazônia Legal em julho – calculado por uma entidade independente do governo federal – ficou 71% menor do que no mesmo mês do ano passado. Segundo o Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), 276 km2 de floresta foram derrubados – em julho do ano passado, foram 961 km2. Também houve redução quando são comparados os dois últimos períodos de 12 meses. De agosto de 2006 a julho de 2007, o desmatamento totalizou 5.331 km². De agosto de 2007 a julho de 2008, foram 5.030 km², uma queda de 6%.

Aparentemente, a redução contradiz os dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que registrou um aumento no desmatamento de 69% no mesmo período. Mas Adalberto Veríssimo, um dos responsáveis pelo estudo do Imazon, explica que o Deter também considera no seu cálculo áreas degradadas, mas com árvores em pé. O SAD, por outro lado, só soma áreas em que a cobertura florestal foi totalmente removida.

“Desde 2005, consideramos as áreas degradadas”, afirma o coordenador do Programa Amazônia do Inpe, Dalton Valeriano. Veríssimo afirma que o Imazon também prepara uma metodologia para cálculo das áreas degradadas. Mas considera importante divulgar os dois cálculos separados.

A avaliação precisa da área desmatada é feita pelo sistema Prodes no fim do ano. Paulo Adário, diretor do Greenpeace na Amazônia, acredita que os dados deste ano apresentarão um aumento de 10% em relação ao ano anterior.

O diretor do Departamento de Políticas para Combate ao Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente, Mauro Pires, concorda que a soma será um pouco maior. Mas lembra que o ritmo do desmatamento caiu nos últimos meses. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Disponível em: http://br.noticias.yahoo.com/s/05092008/25/manchetes-entidade-aponta-queda-71-no-desmate-na-amazonia.html, acesso em 05 set. 2008.

 

 

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Entenda o que é o Clube de Paris

Publicado por Sandro Meira em 03/09/2008

O Clube de Paris é uma instituição informal – sem existência jurídica reconhecida – e reúne um grupo de países credores, em geral da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), com o propósito de renegociar a dívida governamental de alguns países em dificuldades financeiras. Para ter seu débito externo renegociado junto ao Clube de Paris, o país deveria aderir à condição essencial de adoção de um programa de estabilização aprovado pelo Fundo Monetário Internacional – FMI.

 

Os membros permanentes são:

 

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Entenda o petróleo no pré-sal brasileiro

Publicado por Sandro Meira em 01/09/2008

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Pense Verde

Publicado por Sandro Meira em 01/09/2008

Sugestão do Prof. Luiz (filosofia e história) de site sobre o meio ambiente (panorama das matérias publicadas pela Revista Época): http://editora.globo.com/especiais/2007/penseverde/

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Migrações Internas no Brasil

Publicado por Sandro Meira em 01/09/2008

Estado de São Paulo é o que mais perde migrantes no Brasil

Jornal Bom dia, Quarta-feira, 27 de agosto de 2008.

 Pesquisa mostra que cerca de 200 mil pessoas por ano voltam para as cidades de origem; demanda por qualificação atrapalha. (Mayco Geretti)

Por décadas São Paulo foi o maior pólo de atração de migrantes do Brasil, mas hoje é o Estado que mais perde moradores para outras regiões.

Segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), só em 2006 o número de pessoas que deixaram São Paulo em busca de novos ares superou em 207.098 a quantia de migrantes que chegaram.

José Marcos Pinto da Cunha,  demógrafo e pesquisador do Nepo (Núcleo de Estudos de População) da Unicamp afirma que essa tendência de desaceleração da migração para São Paulo veio se desenhando nas últimas décadas. Ele explica que, nos anos 70, o número de pessoas que chegavam ao Estado superava em 1 milhão o número de migrantes que partiam.

Na década de 1990, esse número já havia caído para 400 mil e só entre 2000 e 2004 a migração teve redução de 29%, segundo dados do Pnad.

O pesquisador afirma que por trás da chamada “migração de retorno” está a realidade difícil encontrada pelos migrantes que se aventuram atualmente pelo Estado. “São Paulo já não oferece as mesmas oportunidade que ofertava em tempos passados.”

Para o presidente do Ipea  (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Márcio Pochmann, esse novo movimento migratório mostra que a busca por qualidade de vida é hoje o maior anseio do migrante,  mesmo que com redução da renda.

Segundo o Pnad, Santa Catarina é atualmente o Estado que mais atrai moradores de outras regiões do Brasil. Seu saldo migratório em 2006 foi de 90 mil pessoas.

Demanda por qualificação atrapalha

 A transformação do mercado de trabalho é apontada por especialistas como maior  dificultador para a fixação dos migrantes no Estado.

Para a antropóloga Karine Magalhães, pesquisadora que desenvolveu uma tese a respeito da evolução dos movimentos migratórios brasileiros através das décadas, ao chegar em São Paulo os migrantes percebem que o mercado de trabalho competitivo esmaga os que possuem pouca qualificação.

“Mesmo a construção civil e a indústria, que sempre foram os setores que mais absorveram mão-de-obra pouco qualificada, estão reduzindo o número de vagas e o campo de trabalho para quem vem de fora.”

Ela diz que a falta de oportunidades impacta diretamente na redução da qualidade de vida, uma vez que parte dos migrantes traz na bagagem apenas dinheiro para se sustentar pelas primeiras semanas.

Dados do Iets (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade) mostram que só na região metropolitana de São Paulo a proporção de pobres aumentou em mais de 200 mil pessoas desde o início dos anos 80.

Há sete anos vivendo no interior de São Paulo, o pernambucano Paulo Bezerra da Silva, 64 anos, está cansado de tentar a sorte em território paulista. Vivendo dos bicos como pedreiro, ele quer voltar para sua terra natal, a cidade de Flores. “São Paulo vende ilusão de emprego fácil.”

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