G20 promete manter estímulo, mas sem fixar limite a bônus em bancos
Publicado por Sandro Meira em 05/09/2009
Ministros decidem manter pacotes até a retomada da economia.
Agência Reuters teve acesso a esboço do comunicado do encontro.
Autoridades financeiras dos países do G20 comprometeram-se neste sábado (5) a manter os pacotes de socorro à economia até que a recuperação esteja assegurada, mas não chegaram a um acordo sobre limites às gratificações a banqueiros.
Ministros de Finanças e representantes de bancos centrais, em reunião em Londres, concordaram que políticas fiscais e monetárias permanecerão “expansionistas” até o mundo se recuperar de vez da sua pior crise financeira desde a Segunda Guerra Mundial. A afirmação está num esboço do comunicado conjunto do encontro, ao qual a Reuters teve acesso.
A situação econômica global é certamente muito melhor desde que esses líderes se reuniram em abril para tratar do tema, mas os governos se preocupam com o fato de a recuperação vir a sair dos trilhos, caso haja uma mudança de política prematura.
“Vamos continuar a implementar as medidas de apoio financeiro necessárias e políticas fiscais e monetárias expansionistas consistentes com a estabilidade de preços e a sustentabilidade fiscal a longo prazo, até a recuperação estar firmemente assegurada”, afirmava o esboço do documento.
Com os políticos procurando alguém para culpar pela recessão, a retórica antes da reunião havia tido como alvo os banqueiros e os seus bônus de milhões de dólares. No entanto, os ministros não chegaram a um acordo sobre um teto para esses bônus, como havia sido defendido por alguns países e organizações internacionais.
Eles concordaram em criar uma estrutura global para impor controles mais rígidos sobre pagamentos em instituições financeiras e assim desencorajar banqueiros a assumirem os tipos de riscos que iniciaram a crise atual.
Esses controles incluem postergar pagamentos de gratificação e submetê-los a um sistema para possíveis devoluções, no caso de problemas nos mercados. O compromisso foi de que o Conselho de Estabilidade Financeira, um conselho global regulatório, vai estudar o tema dos limites e toda a questão de pagamentos.
“Gratificações não podem premiar falhas ou estimular riscos”, disse o premiê britânico, Gordon Brown, no início da reunião em Londres.
O esboço do comunicado conjunto aponta que países emergentes como Índia e China têm que contar com mais força no Fundo Monetário Internacional (FMI) e no Banco Mundial, mas não oferece fórmulas para isso.
Considerados os principais países emergentes, Índia, China, Rússia e Brasil propuseram na sexta-feira mudanças nas formas de participação das duas organizações internacionais.
Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1293775-9356,00-G+PROMETE+MANTER+ESTIMULO+MAS+SEM+FIXAR+LIMITE+A+BONUS+EM+BANCOS.html, acesso em 05 set. 2009.

Rafael Jesus disse
Claramente a crise deu sinais de “descanso”, porém os países ricos não pretendem deixar que os emergentes, como o Brasil, avancem e sofram menos com a crise, como ocorreu em nosso país.
Para tal, políticas de ajuda finaceira continuarão em vigor até que o crescimento anterior volte, apesar da data ser indefinida. Nós brasileiros temos apenas que continuar no ritmo que nos foi favoravel até o momento, o buscar titar proveito da situação de possível.
Mas uma pergunta deve ser feita, e aqueles que não possuem fundos para o socorro ás instituições financeiras? Bem, como sempre “aqueles” serão sempre apenas “aquelas” que não têm importância.
Felipe Marini - 2.ano disse
É muito importante que os países mais ricos estejam atentos para a retomada do crescimento, porém, é preciso saber se a crise realmente está perdendo força, ou se é o grande volume de dinheiro público que está sustentando a economia mundial, ouvi dizer que esse risco existe e isso poderia criar uma nova crise no futuro.