Bicho Geográfico

Blog sobre Atualidades e Geografia

Posts de Novembro 3rd, 2009

Depois de comer mamona…

Publicado por Sandro Meira em 03/11/2009

Após declaração sobre câncer de mama em homens, Requião fala em diversidade

Governador do Paraná havia relacionado doença a ‘passeatas gay’.
Em parada gay, ministro Carlos Minc afirmou que ‘preconceito dá câncer’.

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O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), respondeu nesta terça-feira (3) às críticas do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, sobre ter relacionado o câncer de mama em homens a paradas gay.

No domingo (1º), na abertura da 14ª Parada do Orgulho Gay, no Rio de Janeiro, o ministro mandou um recado a Requião, afirmando que “preconceito dá câncer”.

“Eu acho que ele deve ter se divertido, mas eu continuo com a posição de que nós precisamos é trabalhar a questão da diversidade nas escolas, nós precisamos trabalhar culturalmente, nós precisamos trabalhar isso dentro de um processo civilizatório brasileiro”, retrucou o governador do Paraná.

As declarações de Requião que causaram polêmica foram dadas no programa “Escola de Governo”, veiculado pela TV Educativa do Paraná. Uma semana após o episódio, o governador preferiu dedicar o espaço às políticas públicas voltadas às minorias.

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Na foto de 2006, Requião come uma mamona que era mostrada por Lula como um importante vegetal para o programa de biocombustíveis. Após ser avisado pelo presidente que a planta contém toxina, Requião cospe atrás da poltrona.

No entanto, ele não perdeu a oportunidade de abordar o tema ao chamar secretário de Assuntos Estratégicos, Nizan Pereira, para a apresentação.

“Você notou como tem pouca gente no plenário hoje. Eu geralmente me enfureço com isso, mas o nosso (Carlos) Moreira (assessor de gabinete) acaba de me advertir: ‘Requião, não se preocupe com essa ausência hoje, o pessoal não voltou da passeata do Rio de Janeiro (14ª Parada do Orgulho Gay, domingo) e estão voltando de ônibus, não foram de avião, não é que tenham ficado na praia, nem nada disso, estão participando todos de uma manifestação pela diversidade’”. 

Quase todo o tempo da Escola de Governo foi utilizado pelo secretário de Assuntos Estratégicos para falar sobre a criação de programas especiais para os quilombolas, negros, indígenas e comunidades LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros).

Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1364806-5601,00-APOS+DECLARACAO+SOBRE+CANCER+DE+MAMA+EM+HOMENS+REQUIAO+FALA+EM+DIVERSIDADE.html, acesso em 03 nov. 2009.

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Morre Claude Lévi-Strauss

Publicado por Sandro Meira em 03/11/2009

Ele é considerado o fundador da Antropologia Estruturalista.
Entre 1935 e 1939, lecionou sociologia na USP.

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Foi anunciada nesta terça-feira (3) a morte do antropólogo Claude Lévi-Strauss. A informação é da editora do intelectual, pela qual o falecimento teria ocorrido entre sábado e domingo. Criado em Paris, ele nasceu em Bruxelas em 28 de novembro de 1908. Fundador da Antropologia Estruturalista, é considerado um dos intelectuais mais relevantes do século 20.

Membro de uma família judia francesa intelectual, Lévi-Strauss estudou Direito e Filosofia na Sorbonne, em  Paris. Lecionou sociologia na recém-fundada Universidade de São Paulo (USP), de 1935 a 1939, e fez várias expedições ao Brasil central. 

Ali passou breves períodos entre os índios bororós, nambikwaras e tupis-kawahib, experiências que o orientaram definitivamente como profissional de antropologia.

Veja mais sobre a obra deste intelectual em: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1364788-5603,00-MORRE+CLAUDE+LEVISTRAUSS.html, acesso em 03 nov. 2009.

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Perda salarial no Brasil na crise está entre as menores do G-20

Publicado por Sandro Meira em 03/11/2009

Relatório da OIT diz que País teve crescimento de 2,8% dos salários médios mensais; México lidera perda

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De Paris para a BBC Brasil - O Brasil está entre os países do G20 que registraram menor perda salarial durante a crise financeira, segundo relatório divulgado nesta terça-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Os dados indicam que os salários médios mensais no Brasil registraram crescimento de 2,8% em 2008, acima de países como Canadá (2%), Austrália (1,1%) e Grã-Bretanha (0,5%).
Apesar disso, os salários brasileiros cresceram menos do que em 2007, quando aumentaram 4,9%, segundo dados da OIT.
As maiores perdas foram registradas em países como México (-3,5 %), Japão (-0,9%), África do Sul (-0,3%) e Alemanha (-0,6%).
‘Memorável’
Embora o estudo não revele estatísticas de dois dos principais emergentes membros do G20, Índia e China, o autor do estudo, Patrick Belser, disse à BBC que o Brasil está, “certamente, entre os três países do grupo em que os salários mais cresceram”.
Segundo o economista, as políticas de recuperação da economia implementadas pelo governo brasileiro tiveram impacto positivo no emprego e salários do país.
A OIT considera que o governo brasileiro tomou medidas “decisivas não somente para prevenir a crise, mas também para reforçar a proteção social”. Entre elas, o relatório cita o aumento do salário mínimo e as iniciativas para garantir a continuidade de investimentos em infraestrutura, “que tiveram um impacto favorável na demanda por mão-de-obra”, na opinião de Patrick Belser. Apesar disso, o economista é cauteloso.
“O Brasil conseguiu atravessar o período de crise de maneira memorável, mas já observamos, no primeiro trimestre deste ano, uma queda pronunciada na evolução dos salários e uma estabilização no segundo trimestre. O segundo semestre de 2009 será crucial para determinar se os salários vão seguir tendência de queda ou se irão manter o crescimento”, disse.
Futuro
Os dados publicados são uma atualização do Relatório Mundial sobre os Salários, publicado em 2008 e editado a cada dois anos pela OIT.
As novas estatísticas indicam que, apesar dos primeiros sinais de recuperação da economia mundial, a situação dos salários no mundo continua a se deteriorar.
Segundo a OIT, o aumento dos salários médios no mundo caiu, passando de 4,3% em 2007 para 1,4% em 2008. Os dados indicam que mais de 25% dos 53 países analisados registraram queda ou estagnação salarial.
Para a OIT, no contexto atual, ainda é prematuro falar em recuperação da economia mundial.
Segundo Patrick Belser, o desemprego vai continuar a aumentar a curto prazo e os salários vão permanecer estagnados ou em queda em um período de 1 a 2 anos.

Disponível em: http://www.estadao.com.br/noticias/economia,perda-salarial-no-brasil-na-crise-esta-entre-as-menores-do-g-20,460584,0.htm, acesso em 03 nov. 2009.

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Mudanças climáticas – Conferência de Copenhague

Publicado por Sandro Meira em 03/11/2009

Mais uma conferência sobre clima, e acordo ambicioso ainda é miragem

Conferência em Copenhague tenta definir redução de gases-estufa.

Daqui a 33 dias começará a reunião internacional para negociar medidas que enfrentem o dessarranjo climático conhecido por aquecimento global – a alta da temperatura causada pela emissão de gases de efeito estufa. 

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O novo acordo, se houver, substituirá o Protocolo de Kyoto, que deixa de vigorar (sem de fato ter feito muita diferença) em 2013.

A reunião é a Conferência das Partes da Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima das Nações Unidas ( United Nations Framework Convention on Climate Change – UNFCCC). Nome tão comprido acabou sendo resumido para um simples “COP” (de “Conference of the Parties”).

Como a próxima reunião, marcada para 7 a 18 de dezembro em Copenhague, capital da Dinamarca, é a 15ª, teremos em breve a COP 15 . Vão para o encontro representantes dos países signatários (as “partes”) da convenção, um acordo-base firmado em junho de 1992, na ECO-92, realizada no Rio de Janeiro, e hoje ratificado por 193 países.

Para que se tenha uma ideia de como uma COP se tornou um evento importante e badalado, para a COP 13, em Bali, Indonésia, foram mais de 10 mil pessoas, das quais 3,5 mil eram delegados oficiais de governos e mais de 5,8 mil representavam agências das Nações Unidas e organizações não governamentais. Quase todo o resto eram jornalistas vindos de todos os cantos do planeta. A COP 14, em Poznan, Polônia, foi um pouco mais modesta, mas ainda assim atraiu quase 9,3 mil participantes.

A convenção-quadro de 1992 começa, logo na primeira linha, reconhecendo que alterações no clima da Terra e seus efeitos adversos são uma “preocupação comum da humanidade”.

O texto também afirma que atividades humanas (e não um processo natural, como defendem os “ecocéticos”) elevaram substancialmente as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera – as substâncias causadoras do aquecimento global, especialmente o dióxido de carbono (CO2). 

Veja infográfico sobre as consequências das mudanças climáticas no site da globo.com: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1361640-5603,00-MAIS+UMA+CONFERENCIA+SOBRE+CLIMA+E+ACORDO+AMBICIOSO+AINDA+E+MIRAGEM.html, acesso em 03 nov. 2009.

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